Augusto Santos Silva: o orgulho pela presidência e o irritante pelo… futebol

Augusto Santos Silva recebeu a TSF para fazer o balanço aos seis meses de presidência portuguesa da UE. Aquilo que mais o irritou não estava no programa, foi Portugal ter perdido no futebol.

Ao fazer na TSF o balanço do semestre de presidência portuguesa da União Europeia, no programa O Estado do Sítio (este sábado depois das 12h00), o ministro Augusto Santos Silva admite que aquilo que mais o irritou foi a seleção "não ter conseguido ganhar o europeu de futebol", pois admite que, "dava jeito". O Ministro dos Negócios Estrangeiros dribla assim questão sobre o que considera ter sido aquilo que mais o irritou Portugal não ter conseguido nos seis meses em que presidiu ao Conselho da União Europeia. Mas já quanto ao que mais o deixa orgulhoso, remata com convicção: "os resultados obtidos. Acho que há resultados de que nos podemos honrar, acabámos a presidência com todos os resultados do quadro financeiro plurianual, portanto os fundos europeus para o próximo septénio no terreno; com os primeiros programas de recuperação aprovados, foi o processo de ratificação - sobre decisão de recursos próprios - mais rápido alguma vez acontecido na União Europeia".

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros acrescenta ter "muita honra" em ter sido sob a presidência portuguesa que se "aprovou a primeira lei europeia do clima e que se fez a reforma da Política Agrícola Comum".

Ainda que não tenha resultado de uma iniciativa direta da presidência portuguesa, Augusto Santos Silva não esconde igualmente que "foi muito saboroso" que tivesse acontecido neste semestre "o novo acordo de cooperação e comércio com o Reino Unido", bem como o restabelecimento "da normalidade das relações entre a Europa e os EUA".

A primeira tranche dos fundos do plano de recuperação europeu, no valor de 5,4 milhões de euros já chegou a Portugal; é uma fatia ainda muito pequena, mas nos próximos dias mais duzentos milhões. O dinheiro vai sendo disponibilizado à medida que determinadas metas forem cumpridas. Portugal comprometeu-se a alcançar mais de 300 metas e objetivos, mais de 30 reformas, mais de oitenta investimentos, o que remete para a capacidade de execução, que é algo que, nos fundos europeus, nem sempre em Portugal tem corrido da melhor forma. Santos Silva acredita na capacidade de o país garantir que não deixa de receber fundos por falta de cumprimento dessas metas. Para isso, conta com "a mobilização de todo o governo, toda a administração pública, seja direta ou indireta, e a colaboração de todos os interessados, as empresas, associações e parceiros sociais, municípios, todo o país estará mobilizado para não se perder um euro do Plano de Recuperação e Resiliência".

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