Aumento das taxas de juro? Costa alerta BCE para "riscos de recessão"

Fazendo questão de reconhecer a independência do Banco Central Europeu, António Costa frisou a necessidade de "equilíbrio" nas políticas de contenção da inflação.

António Costa afirma que é preciso encontrar um equilíbrio, no aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE), para evitar os riscos de uma recessão. O alerta foi feito pelo chefe do Governo português, este sábado, após um encontro, em Lisboa, com a primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, a propósito do encerramento da Temporada Cruzada Portugal-França 2022.

Os dois governantes foram questionados, durante uma conferência de imprensa, sobre a política do Banco Central Europeu, que tem levado a cabo um aumento das taxas de juro.

Sublinhando "a independência" da instituição, Costa defendeu, contudo, que é preciso "prudência".

"O BCE é independente e devemos respeitar essa independência, o que não quer dizer que não tenhamos uma opinião sobre a matéria", começou por referir.

"É preciso compreender a natureza específica do choque inflacionista que estamos a sofrer, que não resulta de um aumento exponencial da procura, mas de quebras significativas da oferta. Essas quebras são resultado de uma rutura das cadeias de abastecimento ainda fruto da pandemia da Covid-19 e que foram agravadas pela guerra desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia, gerando uma crise energética à escala global e que se reflete, naturalmente, nas nossas economias", notou António Costa.

Para o primeiro-ministro português, "é importante que se mantenha o equilíbrio entre o esforço da política monetária para conter a inflação e evitarmos riscos de recessão. Um risco que seguramente agravaria a situação social e poderia mesmo colocar em causa ainda mais a oferta disponível para satisfazer as economias".

O Banco Central Europeu aumentou, esta semana, em 75 pontos base, as taxas de juro de referência na zona euro.

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