Autarca de Mafra pede encerramento de escolas. "Há 2700 alunos em isolamento"

Hélder Sousa diz que, apesar de as escolas serem um local seguro, "são amplificadores da pandemia".

A Comissão Municipal da Proteção Civil de Mafra pede o encerramento de todas as escolas e creches do concelho. Um pedido que seguiu já para a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e para a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares.

À TSF, o presidente da Câmara de Mafra revela que desde que arrancou o segundo período, o número de confinamentos na comunidade escolar não tem parado de aumentar. "Na primeira semana, tivemos 20 turmas que foram para confinamento, na segunda semana tivemos mais 30. Estamos na terça-feira, na terceira semana, e temos 90 turmas em casa", revela Hélder Sousa, que dá conta de 2700 alunos em isolamento.

"Num universo de 12 mil alunos, podemos ver o impacto brutal que tem em toda a comunidade. A autoridade de saúde deixou de ter a capacidade para fazer os inquéritos diários. Neste momento, temos cerca de 800 inquéritos em atraso, sendo que a restante população que também vive sinais de Covid-19, deixou de ser acompanhada", acrescenta.

O presidente da Câmara de Mafra revela ainda que os autarcas sociais-democratas defendem o fecho das escolas e já comunicou isso ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

"Liguei ao senhor Presidente, expondo não só o caso de Mafra, mas em representação dos meus colegas sociais-democratas, que é o sentimento global e generalizado de norte a sul do país, dos autarcas que pretendem que o Governo tome uma atitude mais forte, relativamente à questão do confinamento, e particularmente, no ambiente escolar, onde nós consideramos, que as escolas, não obstante de serem um local seguro, são uns amplificadores da pandemia", refere Hélder Sousa.

Também em Torres Vedras, a autarquia informou que comunicou ao Ministério da Educação a intenção de fechar todas as escolas do concelho por causa da pandemia.

O Governo vai ouvir os especialistas nos próximos dias para tomar uma decisão, mas esta terça-feira, o primeiro-ministro admitiu que, se a estirpe inglesa for dominante no país, irá ordenar o encerramento das escolas.

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