Autarquia a autarquia, freguesia a freguesia. Consulte aqui todos os resultados eleitorais
Eleições Autárquicas 2021

Autarquia a autarquia, freguesia a freguesia. Consulte aqui todos os resultados eleitorais

De Lisboa a Coimbra, passando pela Figueira da Foz até ao Porto. A surpresa da noite foi mesmo na capital.

As projeções antecipavam uma noite longa, sobretudo na autarquia mais importante a nível político no país. Em Lisboa, os resultados só foram confirmados em plena madrugada, tal como em várias autarquias de norte a sul do país.

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Na capital, eram 2h00 quando Fernando Medina subiu ao púlpito instalado no Pátio da Galé para assumir a derrota, perante centenas de militantes socialistas. Com António Costa na primeira fila, o autarca socialista começou por reconhecer a derrota, informando os apoiantes que já tinha contactado Carlos Moedas por "uma grande vitória pessoal e política".

Antes, o secretário-geral socialista, antecessor de Medina na autarquia, tinha reclamado vitória do partido a nível nacional. "No conjunto nacional, o PS continua a ser o maior nos municípios e nas freguesias. O PS já tem neste momento 150 vitórias em municípios", disse António Costa.

Mas se, em Lisboa, a leitura tinha de ser também nacional, Medina fez questão de se distanciar e puxar a si total responsabilidade. "A derrota de hoje é pessoal e intransmissível. O PS fez tudo, em todos os momentos, para que nós pudéssemos ter os recursos, os meios para fazermos diferente", frisou.

Questionado pelos jornalistas, Fernando Medina não revelou se irá assumir o cargo de vereador nem deu qualquer ideia sobre o seu futuro político. Visivelmente emocionado, agradeceu à equipa que o acompanhou nos últimos cinco anos. ""Foi um privilégio servir Lisboa."

Novos tempos na capital

Se junto à Praça do Comércio, na sede da coligação "Mais Lisboa", reinava a desilusão, noutro ponto da cidade de Lisboa, junto às Amoreiras, a grande coligação de direita fazia a festa.

Apesar das sondagens apontarem para um resultado bem diferente, a vitória de Carlos Moedas confirmou-se contra todas as expectativas. Antes, Rui Rio, numa leitura nacional às eleições já tinha criticado duramente os estudos que apontavam para outra realidade. "Aqui em Lisboa, usei a palavra vigarice e que agora se comprova que não acertaram praticamente em nada."

Terá sido a vantagem confortável de Medina nas sondagens que deu a vitória a Moedas? A pergunta foi colocada a Medina, que deixou a resposta para os analistas. O que é certo é que Carlos Moedas conseguiu derrubar 13 anos de gestão socialista.

"Que grande noite! Fizemos história", reagiu o ex-comissário europeu num ambiente eufórico. Para Carlos Moedas, os lisboetas disseram "em alto e bom som" que querem a mudança e os "Novos Tempos", como o nome da campanha indica, aproximam-se.

"Queriam convencer-nos que esta mudança não ia acontecer, mas aconteceu porque os lisboetas assim o quiseram. Hoje iniciamos um novo ciclo, novos tempos, e eu acredito profundamente que este novo ciclo começa em Lisboa, mas não vai acabar em Lisboa", atirou.

Coimbra, Figueira da Foz e Porto de Moreira sem maioria

Olhando para os resultados nas autarquias com grande relevo político, outra das surpresas da noite foi a eleição de José Manuel Silva pelo movimento Juntos Por Coimbra, negando o terceiro mandato a Manuel Machado, um dos nomes fortes do PS.

Na hora da derrota, o presidente cessante, que perde também a liderança da Associação Nacional de Municípios, garantiu que continuará vigilante.

"Abre-se hoje um novo ciclo, mas o PS continuará aqui para trabalhar e para garantir que será feito aquilo que falta e continuaremos aqui para fiscalizar a atividade municipal. Estamos aqui para continuar a valorizar Coimbra", prometeu.

No mesmo distrito, houve um regresso em grande. Vinte e quatro anos depois, Santana Lopes voltou ao ponto de partida e conquistou a Câmara ao PS. "Agradeço sobretudo aos figueirenses, o resto é a vida. Cair e levantar", assinalou. "É uma sensação muito especial, 24 anos depois, voltar a ter a confiança das pessoas", celebrou Santana Lopes.

Mais a norte, houve sorrisos porque a vitória nunca esteve em risco. No Porto, Rui Moreira foi reeleito para um terceiro mandato, mas sem a tão desejada maioria absoluta.

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