"Aveiro teve durante vários meses um terrorista a receber um subsídio de integração"

André Ventura justifica com a deteção em território nacional de um homem ligado a um grupo jihadista a necessidade de "fiscalizar a sério" os apoios sociais.

André Ventura aponta o dedo a Catarina Martins, que foi até ao bairro da Jamaica esta terça-feira. A coordenadora do Bloco de Esquerda tinha declarado que o líder do Chega teceu "insultos racistas" a uma família deste bairro.

"Não ignoramos que André Ventura utilizou uma família deste bairro para insultos racistas. Viemos aqui para dizer que o Bloco de Esquerda acredita num país em que todos nos respeitamos, de olhos nos olhos e de igual para igual. Este país precisa de respeitar quem trabalha, é por isso que aqui estamos. Acreditamos num país em que as pessoas se respeitam em todas as suas condições."

O deputado único do Chega rebate as acusações dizendo que as alegações servem "para esconder o compadrio e a corrupção", e que, se Catarina Martins "acha que consegue passar [o Chega] para trás, com este discurso, está enganada". Ventura vinca que nenhuma sondagem até agora divulgada posiciona o partido da direita radical atrás do BE.

Na cidade que considerou como a "Veneza portuguesa" (Aveiro), o deputado salientou que, não só é esta uma das regiões mais afetadas pela pandemia, como também é a cidade que "teve durante vários meses um terrorista a receber um subsídio de integração". O líder do Chega volta, com este argumento, a salientar a necessidade de "fiscalizar a sério este apoio".

Criticando ainda a ação do Governo, Ventura realça que Aveiro é uma das cidades mais industriais e com mais restauração, e que foi feito, por várias vezes, um pedido ao Executivo para que criasse um plano dirigido às regiões mais atingidas pela pandemia, em que se inclui, por exemplo, a descida do IVA da restauração.
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