Azeredo Lopes constituído arguido no caso Tancos

A TVI avança que o ex-ministro da Defesa é acusado pelo Ministério Público do crime de denegação de justiça. Antigo governante está "convicto" que vai ser "absolutamente ilibado de quaisquer responsabilidades neste processo".

O antigo ministro da Defesa, Azeredo Lopes foi constituído arguido no âmbito do processo que investiga o roubo de armas em Tancos, noticiou a TVI e confirmou o ex-governante num comunicado.

Na nota enviada à Lusa, Azeredo Lopes deixa críticas ao Ministério Público, sublinha que a condição de arguido "é socialmente destruidora".

"Comunico que fui ontem (quinta-feira) constituído arguido no processo relativo ao chamado 'caso Tancos'. Esta condição, se é verdade que me garante mais direitos processuais, é absolutamente inexplicável tendo em conta os factos relativos ao meu envolvimento do processo, que foi apenas de tutela política", refere Azeredo Lopes, em comunicado enviado à agência Lusa.

A TVI adianta que o ex-governante é suspeito do crime de denegação de justiça.

Azeredo Lopes demitiu-se em outubro na sequência do caso do furto de armas em Tancos.

O furto de material de guerra foi divulgado pelo Exército no dia 29 de junho de 2017. A 18 de outubro a PJM anunciou que recuperou o material furtado, sabendo-se depois que faltavam munições e que foi encontrada uma caixa a mais.

Em setembro passado, uma investigação do Ministério Público à recuperação do material furtado, designada Operação Húbris, levou à detenção para interrogatório de militares da PJM e da GNR e de um civil.

Na mesma altura, foi noticiado que a PJM terá montado uma operação de encenação da recuperação do material furtado, que dela terão dado conhecimento ao chefe de gabinete do então ministro da Defesa.

Dias depois da demissão de Azeredo Lopes, o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, também se demitiu, tendo sido substituído pelo general Nunes da Fonseca.

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