Barragem do Pisão. Costa fala em "vontade política" para avançar com obra pendurada há 70 anos

O primeiro-ministro respondeu aos críticos do PRR, explicando que a barragem vai evitar a seca na região.

O Governo assinou, esta sexta-feira, no Crato, um contrato de 120 milhões de euros para a construção da barragem do Pisão, num investimento financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). António Costa sublinha a "vontade política" para dar seguimento a uma obra pendurada há sessenta e sete anos.

Os primeiros estudos começaram em 1957, mas, com avanços e recuos, só o PRR deu luz verde para a construção da barragem. António Costa destaca que o empreendimento vai beneficiar cerca de 110 mil pessoas no Alto Alentejo e atrair investimento para a região.

"Este é um projeto que demonstra bem como a vontade política, desde que bem alicerçada na capacidade técnica e com insistência negocial, pode transformar ideias que surgiram há quase setenta anos num contrato de financiamento", sublinhou, apontando aos sucessivos estudos que nunca passaram do papel.

António Costa aproveitou ainda para responder aos críticos do PRR, que acusam o Governo de desperdiçar os fundos europeus, explicando que a barragem vai evitar a seca na região. "Quem olha para o PRR com o ceticismo fatalista pode olhar para este projeto com um enorme potencial transformador económico da região, assim como a outras necessidades fundamentais", disse.

Como exemplo, o chefe de Governo justifica a construção da barragem "numa região em risco de seca". "É precisamente por isso que é fundamental investir na gestão e eficiência dos recursos hídricos", argumentou.

O primeiro-ministro lembrou que a obra vai obrigar ao realojamento de várias pessoas, e pede respeito pela população a todos "os que andam na vida pública".

"É preciso ter um acompanhamento de maior proximidade, respondendo às necessidades da população do Pisão. Nunca podemos esquecer que um investimento, por mais importante que seja, tem de ser feito com respeito pelas pessoas. Tudo nesta vida pública só se justifica quando é feito em nome das pessoas", avisou.

O projeto do Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, na bacia hidrográfica do Tejo, contempla a construção da barragem, mas também uma central mini-hídrica, canais da estrutura de regadio para a agricultura ou sistema de abastecimento público de água.

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