BE critica contratação de Sérgio Figueiredo para Ministério das Finanças

Líder parlamentar do Bloco de Esquerda considerou que "a contratação de Sérgio Figueiredo é absolutamente criticável".

Bloco de Esquerda criticou esta terça-feira a contratação pelo Ministério das Finanças do ex-administrador da Fundação EDP Sérgio Figueiredo, considerando que as escolhas públicas "não podem estar reféns de redes de amigos" ou do "pagamento de favores".

Numa publicação na rede social Twitter, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), Pedro Filipe Soares, reagiu à notícia divulgada na segunda-feira pelo jornal Público, que indica que o Ministério das Finanças contratou o antigo diretor de informação da TVI e ex-administrador da Fundação EDP Sérgio Figueiredo como consultor estratégico.

Pedro Filipe Soares considerou que "a contratação de Sérgio Figueiredo é absolutamente criticável", acusando o ministro das Finanças, Fernando Medina, de "pagar uma avença ao amigo que já lha pagou na TVI", em referência ao facto de Medina ter sido comentador do canal televisivo TVI24 e, depois, CNN Portugal entre 2015 e 2022, coincidindo com o período em que Sérgio Figueiredo foi diretor de informação do canal televisivo (2015-2020).

"As escolhas públicas não podem estar reféns de redes de amigos ou do pagamento de favores. Mais um exemplo do pântano das maiorias absolutas", frisa o líder parlamentar do BE.

Para Pedro Filipe Soares, a contratação de Sérgio Figueiredo "é também exemplo de como o Governo escolhe pagar bem a subserviência e a lealdade política, enquanto rejeita valorizar a competência e a idoneidade" na administração pública.

"São as marcas de um partido que se confunde com o Estado: não quer bons trabalhadores, prefere 'boys' e 'girls'", sublinhou.

O jornal Público noticiou que o ministério das Finanças contratou o antigo diretor de informação da TVI e ex-administrador da Fundação EDP Sérgio Figueiredo como consultor estratégico para fazer a avaliação e monitorização do impacto das políticas públicas.

Segundo o jornal, o contrato em questão é por ajuste direto e Sérgio Figueiredo irá auferir um ordenado ilíquido equivalente ao vencimento mensal de um ministro, correspondendo a 4.767 euros. Sérgio Figueiredo terá começado a desempenhar as suas funções a 29 de julho.

Ao Público, o ministério tutelado por Fernando Medina confirmou a contratação de Sérgio Figueiredo, afirmando que o antigo jornalista irá "prestar serviços de consultoria no desenho, implementação e acompanhamento de políticas públicas, incluindo a auscultação de partes interessadas na economia portuguesa e a avaliação e monitorização dessas mesmas políticas".

O Público avança ainda que o contrato de Sérgio Figueiredo terá uma duração de dois anos e o antigo jornalista irá "ajudar a conceber e desenhar as políticas públicas do ministério de Fernando Medina, mas também monitorizar a sua execução e a perceção, em tempo real, que têm delas as partes interessadas".

Nascido em 1966, Sérgio Figueiredo já foi diretor do Diário Económico e do Jornal de Negócios, tendo também trabalhado para o canal televisivo RTP2. Entre 2007 e 2014 foi diretor da Fundação EDP e, entre 2015 e 2020, foi diretor de informação da TVI.

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