Catarina Martins defende que acordo escrito traria estabilidade governativa ao país

Catarina Martins afirmou que o partido esteve sempre disponível "para soluções que possam puxar pelo país e que possam dar horizontes a quem aqui vive e a quem aqui trabalha".

A coordenadora do Bloco de Esquerda defendeu que um acordo escrito entre o governo PS e os partidos de esquerda teria trazido estabilidade governativa ao país, lembrando que o seu partido "propôs um acordo escrito em 2019 que, infelizmente, o Partido Socialista, recusou".

Para Catarina Martins, o facto de "em 2015 ter existido um acordo, não resolveu todos os problemas, mas deu um horizonte de um caminho comum e de uma responsabilidade comum aos partidos que fizeram os acordos, mas também ao país", ou seja, "isso é que trouxe estabilidade".

A líder dos bloquistas sublinhou ainda que, "durante cinco anos, o BE viabilizou orçamentos de um PS minoritário com base em acordos para resolver problemas do país", e acrescentou: "esta é a nossa disponibilidade".

Catarina Martins afirmou que o partido esteve sempre disponível "para soluções que possam puxar pelo país e que possam dar horizontes a quem aqui vive e a quem aqui trabalha".

Em reação à entrevista que o primeiro-ministro deu ontem à RTP, Catarina Martins disse estranhar "que o Governo continue sem responder a esta necessidade de acabar com as duplas penalizações para quem tem uma vida de trabalho".

"A proposta que o bloco de esquerda fez para acabar com a dupla penalização das pensões e respeitar quem tem mais de 40 anos de carreira contributiva custaria menos do que o governo perdoou à EDP em imposto de selo em 2020", frisou.

BE critica indisponibilidade de Costa para aumentar pensões

Catarina Martins criticou ainda António Costa por não avançar com o aumento extraordinário das pensões já em janeiro. A medida estava inscrita no Orçamento do Estado, mas com o chumbo do documento, o primeiro-ministro afirmou à RTP que não considera que o Governo tenha legitimidade para avançar com o aumento.

"É difícil explicar que o Governo tenha legitimidade formal, mas não política, para avançar com o aumento das pensões, uma vez que noutras matérias considera que tem toda a legitimidade política", diz, dando o exemplo da concessão das minas e na questão dos eucaliptos.

Catarina Martins sublinha que o aumento das pensões "é um esforço financeiro muito baixo", e o Governo "não tem limitado a sua ação" noutras medidas legislativas.

Questionada sobre as palavras de Costa, quanto à sucessão no PS, a líder bloquista reforça que nunca falou sobre a vida interna do partido pelo que não entende a razão de o primeiro-ministro sugerir que o BE prefere outro líder.

"Não faço a mínima ideia do que poderá ter dado a ideia de que fiz declarações nesse sentido. O que posso garantir é que o BE sabe que é possível aumentar o salário média em Portugal, ter mais profissionais no SNS e acabar com os cortes da troika nas pensões", atirou.

Na perspetiva de Catarina Martins, "o senhor primeiro-ministro fez uma entrevista para repetir as suas intransigências à esquerda e apelar a uma maioria absoluta".

Notícia atualizada às 16h55

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