BE diz que libertação de Lula da Silva é um ato de "justiça e democracia"

O Bloco salienta que Lula da Silva estava preso há mais de 500 dias, sendo "vítima de uma condenação arbitrária".

O Bloco de Esquerda considerou esta sexta-feira que a libertação do ex-presidente do Brasil Lula da Silva é um ato de "justiça e democracia", referindo que a sua prisão foi motivada por uma "perseguição política".

"A libertação de Lula da Silva, decidida hoje pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, é um ato de justiça e democracia que deve ser saudado internacionalmente por todos os democratas", refere o BE em comunicado.

O Bloco salienta que Lula da Silva estava preso há mais de 500 dias, sendo "vítima de uma condenação arbitrária, à revelia dos direitos básicos de qualquer Estado de direito".

"Confirmando que o princípio da presunção inocência foi sistematicamente violado no processo que levou à sua detenção, a decisão do Supremo Tribunal Federal vem confirmar que a prisão de Lula da Silva foi motivada por uma perseguição política", acrescenta.

O partido explica que a sua libertação permite ao antigo presidente do Brasil enfrentar em liberdade o processo que decorre contra ele, de modo a "derrotar os autores da acusação sem prova de que foi alvo".

"O Bloco de Esquerda empenhou-se desde início em todas mobilizações internacionais de denúncia e reivindicação pela liberdade de Lula da Silva. Na expectativa de que o Brasil garanta o estrito cumprimento do Estado de direito, saudamos o ex-presidente do Brasil, o seu partido, o PT [Partido dos Trabalhadores], bem como todas as forças que se uniram contra a prisão de Lula e todo o povo brasileiro por este ato de justiça", conclui.

Luiz Inácio Lula da Silva foi libertado esta sexta-feira da prisão, na sequência da decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) de anular prisões em segunda instância, como era o caso do antigo chefe de Estado, preso desde abril de 2018 na sede da Polícia Federal de Curitiba, estado do Paraná, sul do Brasil.

O histórico líder do PT foi preso após ter sido condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), num processo sobre a posse de um apartamento, que os procuradores alegam ter-lhe sido dado como suborno em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera Petrobras pela construtora OAS.

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