Bloco de Esquerda no supermercado a pedir mais medidas ainda antes do OE

Catarina Martins quer que governo tome medidas para o combate à inflação e insiste na fixação de preços de bens essenciais. "A inflação quando nasce não é igual para todos", destaca a coordenadora do Bloco de Esquerda.

São três carrinhos de supermercado: um de 2020, outro de 2021 e ainda outro de 2022, e se o primeiro está cheio até acima, o do meio já só tem metade e o último ainda menos. É o efeito da inflação numa imagem que o Bloco de Esquerda quer fazer passar, defendendo que são necessárias mais medidas e ainda antes do Orçamento do Estado para o próximo ano.

À porta de um supermercado, em Lisboa, Catarina Martins distribui propaganda do partido alertando para a necessidade de, entre outras medidas, fixar preços e taxar lucros excessivos, e é aí que conhece Otília Martins, uma senhora que não precisa de imagens para a alertar para a situação: ela já o sente na carteira e nas escolhas que faz nas compras, por exemplo, no peixe.

"Está caro, eles às vezes anunciam que está em promoção, mas mesmo assim ainda é caro. O que compro mais é pescada, da congelada, no outro dia comprei petinguinha que estava em promoção... Vai-se ao que é mais barato, é a vida...", lamenta esta mulher do norte que, neste sábado, estava especialmente espantada com o preço da fruta.

Mote dado para que Catarina Martins defenda "medidas já", ainda antes do Orçamento para 2023. "O mês de outubro é o mês de todos os aumentos, é o mês em que tanta gente terá aumentos da prestação da casa, é o mês em que vai aumentar o preço da energia, e o que é que o governo está a fazer? A dizer que aumentos de salários em inflação são um perigo porque podem criar inflação? A inflação está cá", nota a coordenadora do Bloco de Esquerda nesta iniciativa que se repetiu em vários locais do partido.

Uma das soluções já é velha conhecida do Bloco de Esquerda e, lembra Catarina Martins, o país ainda há pouco a conheceu: fixação de preços. "Portugal fez durante a pandemia, por exemplo, para não deixar que as máscaras fossem vendidas a preços absurdos. Havia um máximo que se podia cobrar, já fizemos antes, podemos [voltar a] fazer. Há outros países que estão a estudar cabazes com preços máximos e em Portugal, que temos a inflação maior dos últimos 30 anos, o governo não tem tetos para nenhum tipo de preço, todos os preços podem subir, mesmo dos bens mais fundamentais", destaca a bloquista.

Afinal, "a inflação quando nasce, não é igual para todos", defende Catarina Martins, alertando para os lucros conseguidos por empresas do setor da distribuição nesta altura inflacionista, defendendo que a taxação desses lucros excessivos é também um dos caminhos a seguir.

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