BE quer ouvir ministro, trabalhadores e administração da Groundforce no Parlamento

O partido defende que é urgente encontrar uma solução para a "situação dramática" em que se encontram os funcionários da Groundforce.

O Bloco de Esquerda (BE) requereu, esta sexta-feira, as audições urgentes do ministro das Infraestruturas e Habitação, do Conselho de Administração e das organizações representativas dos trabalhadores da Groundforce sobre a situação da empresa, cujos salários de fevereiro estão por pagar.

No requerimento, bloquistas referem que este atraso nos salários afeta 2400 trabalhadores e as suas famílias, deixando estes funcionários numa "situação dramática" para a qual é urgente encontrar uma solução.

Na perspetiva do BE, a situação da Groundforce demonstra que a decisão de nacionalização deveria ter sido tomada com tempo, mas consideram que "o Governo ainda vai a tempo de salvaguardar a empresa e os seus trabalhadores através do controlo público", garantindo assim soluções de longo prazo para que não se volte a repetir este atraso nos salários.

Perante estes problemas, o BE quer ouvir no Parlamento, com urgência, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, o Conselho de Administração e as organizações representativas dos trabalhadores da Groundforce.

"A Groundforce é a maior empresa de handling do país, responsável pela assistência em escala nas categorias de bagagem, carga e operações de pista nos principais aeroportos do país. A empresa é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pela TAP, esta última é a sua principal cliente e maior fonte de rendimento da empresa, mas por força da pandemia deixou de assegurar as remunerações", explicita o texto do BE.

Na quinta-feira ao final da tarde, o presidente da Groundforce, Alfredo Casimiro, considerou hoje que a resposta que recebeu do Governo à sua proposta para viabilizar a empresa é "insultuosa", constituindo uma "chantagem e um ultimato inaceitável".

Depois deste comunicado, Pedro Nuno Santos marcou uma conferência de imprensa logo para a noite de quinta-feira, na qual avisou que a TAP tem feito "um grande esforço para apoiar a Groundforce", mas chegou um momento em que "a TAP não pode continuar a fazer adiantamentos sem ter garantias".

O ministro das Infraestruturas e da Habitação garantiu ainda que "o Governo não tem qualquer intenção de nacionalizar a Groundforce", dizendo acreditar que "o acionista privado vai compreender" que tem de dar garantias à TAP para receber os adiantamentos pedidos.

Na mesma conferência de imprensa, o governante considerou "inaceitável" a proposta do acionista privado da Groundforce de exigir manter o controlo da empresa em caso de execução da penhora da sua participação por incumprimento.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de