BE quer plano nacional de férias de Verão. Aulas logo no início de setembro

O partido apresentou nove medidas para recuperar aprendizagens e proteger as crianças.

O Bloco de Esquerda vai entregar um projeto de lei na Assembleia da República para que o Governo defina um programa de férias de Verão, para os estudantes, com atividades desportivas e culturais. Catarina Martins lembra que os portugueses não estão recetivos a fazer férias, e as crianças não podem continuar em casa.

O partido apresentou, esta segunda-feira, nove medidas para recuperar aprendizagens e proteger as crianças. O objetivo é que os jovens estudantes recuperem a socialização e a atividade cultural e desportiva.

A coordenadora do Bloco de Esquerda quer que o Ministério da Educação e as autarquias definam um programa conjunto, mas avisa que não alinha na ideia de utilizar os meses sem aulas para recuperar matéria perdida.

"Não acompanhamos os que acham que os meses de Verão devem ser meses de aulas regulares para recuperar aprendizagens. As crianças e os jovens que ficaram em confinamento, com dados mentais que nos devem preocupar, precisam sobretudo de férias para estarem uns com os outros", alerta.

O Bloco de Esquerda recorreu à sondagem da TSF/DN/JN que indica que mais de metade dos portugueses não pretende fazer férias de verão.

Catarina Martins lembra que para colocar o programa em marcha, o Governo tem de disponibilizar recursos financeiros para tirar as crianças de casa. "O que precisamos é de um programa estendido a todas as crianças do país, mas as autarquias não tem capacidade financeira para sustentar este programa. Propomos que o Orçamento do Estado ajude a financiar este projeto autárquico", explica.

Apesar dos programas autónomos entre as escolas e as autarquias, o partido entende que este deve ser um plano nacional, para beneficiar todos os estudantes.

O Bloco de Esquerda quer ainda que o ano letivo comece no início de setembro, aí sim para recuperar matéria perdida. Os bloquistas avisam, no entanto, que os professores com acréscimo de trabalho devem ter uma compensação remuneratória ou um contributo no tempo de reforma.

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