BE quer professores vinculados para evitar efeitos da pandemia no ensino

A líder do Bloco de Esquerda defende que se dê prioridade à escola pública, depois de dois anos que acentuaram "as fragilidades".

Catarina Martins alerta que é preciso começar a pensar no próximo ano letivo, principalmente com a vinculação de professores. A líder do Bloco de Esquerda visitou esta manhã a escola básica do Alto do Lumiar, em Lisboa, para aferir as condições do regresso ao ensino presencial.

Catarina Martins pede ao Governo que dê estabilidade ao ensino, "depois de um ano complicado para as crianças e os jovens". "Mudar de professor, quando o Governo poderia vincular os docentes e mantê-los nas mesmas turmas, é uma dificuldade acrescida à recuperação das aprendizagens. É perigoso se não se começar já a atuar", alerta.

A líder do Bloco de Esquerda defende ainda que se dê prioridade à escola pública, depois de dois anos que acentuaram "as fragilidades que as escolas já tinham". "Preocupa-nos a ideia de que não é preciso fazer nada. Precisamos de reconhecer o enorme trabalho da comunidade educativa", aponta.

Sobre o estado de emergência, a líder do Bloco de Esquerda concorda com o fim da medida, mas lembra que o esforço para a testagem e vacinação tem de continuar.

"O Presidente da República teve o cuidado de afirmar que termina o estado de emergência, mas a necessidade de controlar a pandemia continua. Esse esforço não é apenas individual, é também um esforço de políticas públicas. A capacidade de testagem do país e da população tem de continuar. É preciso garantir que o processo de vacinação decorre com a uma velocidade que assegure o controlo da pandemia", sustenta.

Alterar Constituição? "Não é prioridade, nem resolve os problemas"

Questionada sobre a necessidade de o Parlamento encontrar outros mecanismos, nomeadamente alterar a Constituição, para fazer face a futuras crises sanitárias, Catarina Martins pede cautela, e lembra que o país "já teve em situações que, sem estado de emergência, o Governo decretou diferentes medidas para cada concelho".

"A legislação portuguesa parece responder à pandemia, sem prejuízo de no futuro se poder pensar numa mudança, nomeadamente na legislação sobre a saúde, mas é preciso ter cuidado. Por vezes parece que há alguma pressa para rever a Constituição: não é essa a prioridade, nem resolve os problemas das pessoas", reforça.

Portugal vai deixar de estar em estado de emergência, depois da decisão de Marcelo Rebelo de Sousa em não prolongar a medida. O Governo deverá decretar o estado de calamidade para continuar a impor restrições à população para o combate à pandemia.

Numa declaração ao país, na terça-feira, o Presidente da República elogiou o sacrifício dos portugueses que desde novembro estiveram sujeitos às regras impostas pelo estado de emergência, mas pediu uma "preocupação preventiva de todos nós".

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