BE quer que Cabrita explique cargo de Cristina Gatões e pede demissão do ministro

O anúncio de Cristina Gatões como assessora do diretor nacional do SEF fez com que o Bloco de Esquerda se insurgisse contra o ministro da Administração Interna, a quem pede uma audição na Assembleia da República.

Pedro Filipe Soares, líder parlamentar e deputado do Bloco de Esquerda, recorreu à rede social Twitter para tecer críticas à governação de Eduardo Cabrita, à frente do Ministério da Administração Interna, depois de a ex-diretora nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Cristina Gatões ter sido anunciada como assessora do novo diretor nacional, Luís Francisco Botelho Miguel.

Cristina Gatões demitiu-se na sequência da polémica em torno da morte de um cidadão ucraniano às mãos de inspetores do SEF, no aeroporto de Lisboa, e, de acordo com o Diário de Notícias, a ex-diretora integra agora o grupo de trabalho para a reestruturação dos vistos gold.

O líder parlamentar do BE censura a escolha e considera mesmo que "o MAI já não é um Ministério". Para Pedro Filipe Soares, o ministro da Administração Interna "não tem condições para se manter no cargo".

De acordo com um requerimento parlamentar a que a TSF teve acesso, o Bloco de Esquerda também solicitou uma nova audição do ministro da Administração Interna, para esclarecer a nomeação de Cristina Gatões para assessorar o processo de reestruturação do regime de vistos gold, bem como o estádio da reestruturação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. O partido salienta que "em audição no Parlamento, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, justificou a demissão de Cristina Gatões considerando que esta "não reunia condições para liderar o SEF no quadro da reestruturação profunda que será desenvolvida neste organismo", nove meses depois da morte de Ihor Homeniuk.

O BE também afirma que o governante anunciou que no início de janeiro seria iniciada a reformulação do SEF, com a entrega do primeiro documento "de natureza legislativa", o que ainda não aconteceu.

O partido ainda assinala que em torno de Cristina Gatões há ainda perguntas sem resposta, "nomeadamente em que circunstâncias tomou conhecimento do assassinato de Ihor Homeiuk que se encontrava à guarda do Estado Português e que diligências tomou para a averiguação dos factos e responsabilização dos autores" e "as razões pelas quais demorou seis dias a informar a Inspeção-Geral da Administração Interna da morte do cidadão ucraniano".

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