BE rejeita "vetos de gaveta" do Governo e quer discutir leis laborais

Será sobre estas matérias que os bloquistas irão insistir nestas negociações orçamentais, depois de no último Orçamento do Estado terem votado contra o documento.

O dirigente bloquista Jorge Costa avisou esta quarta-feira o Governo que o BE não aceita "vetos de gaveta" e terá que discutir legislação laboral paralelamente com o Orçamento do Estado para 2022, cuja negociação fará "em nome de mudanças estruturais".

No primeiro comício do período oficial de campanha para as eleições autárquicas de 26 de setembro, que decorreu esta noite em Loures, distrito de Lisboa, o deputado e dirigente do BE Jorge Costa foi o primeiro a intervir, num discurso com recados e avisos ao Governo do PS sobre as negociações orçamentais.

"É em nome dessas mudanças estruturais que nós fazemos a discussão do Orçamento do Estado. Não aceitamos vetos de gaveta como aquele que o Governo quer impor dizendo que no Orçamento do Estado não discutiremos legislação laboral", afirmou.

Segundo Jorge Costa, com o Bloco de Esquerda, o executivo liderado por António Costa terá de discutir legislação laboral, esperando que os socialistas "sejam capazes de ouvir, de negociar alguma coisa sobre esse aspeto".

"Coisa que o Governo vem mostrando cada vez menos vontade de fazer. Ao contrário, é com toda a insistência que mantém e até agrava o abuso do período experimental", criticou.

Será sobre estas matérias que os bloquistas irão insistir nestas negociações orçamentais, depois de no último Orçamento do Estado terem votado contra o documento.

"Nós temos toda a abertura negocial e fomos totalmente claros no final da negociação do último Orçamento do Estado: não aceitamos que os anos passem, os orçamentos sucessivamente vão sendo aprovados e os governos vão continuando a sua existência sem que se dê ao país a perspetiva de mudanças estruturais, mudanças de justiça na economia, climática, social", declarou.

O BE, nas palavras de Jorge Costa, quer "mudanças que fiquem".

"O país agora pede outra coisa. Pede que a iniquidade no mundo do trabalho, a democracia que para à porta da empresa, que tenha uma resposta política, que a esquerda saiba ser esquerda e que se consiga finalmente trazer à lei laboral as normas que protegem quem trabalha. Não largamos essa bandeira, não largamos esse combate", comprometeu-se.

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