Cabeça de lista fora da Europa? MNE diz ter "muita honra" caso seja essa a decisão da comissão

Augusto Santos Silva lembra, em entrevista a Fernando Alves, na Manhã TSF, que, em 2019, foi o primeiro ministro dos Negócios Estrangeiros em funções que "se candidatou a um deputado por um círculo da emigração". Por essa razão, garante que se essa for a decisão da Comissão Política Nacional do PS, terá "muito gosto" em repetir esse serviço.

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Augusto Santos Silva não desmentiu voltar a ser o cabeça de lista fora da Europa, referindo que terá "muita honra" caso essa seja a decisão da Comissão Política Nacional do PS.

"Confirmo que serei candidato a deputado no lugar e no círculo que a Comissão Política Nacional decidir. Se for como cabeça de lista pelo resto da Europa terei muita honra nisso. Eu fui o primeiro MNE em funções que se candidatou a deputado por um círculo da emigração, em 2019, e terei muito gosto de repetir esse serviço se a Comissão Política Nacional do PS assim decidir", afirmou, em declarações à TSF.

"Se o PS ganhar como eu desejo e espero", disse Santos Silva, António Costa "formará Governo e a composição do Governo será uma decisão dele".

"Honrou a democracia." Homenagem celebra "regresso" de Aristides Sousa Mendes a "casa"

Augusto Santos Silva, em entrevista a Fernando Alves, na Manhã TSF, falou também sobre a homenagem desta sexta-feira aos Diplomatas Salvadores do período da II Guerra Mundial, que se insere no programa "Nunca Esquecer", lembrando que Aristides Sousa Mendes não foi o único a arriscar vida ou o cargo por razões nobres.

Santos Silva explicou que à medida que são feitas investigações "vamos sabendo de outros diplomatas que também contribuíram para salvar pessoas e outros que protestaram por estarem impedidos, por Salazar, de ajudar refugiados, pessoas que fugiam ao holocausto".

Esta sexta-feira será plantada no Palácio das Necessidades uma oliveira e inscrita uma lápide que "celebram o regresso de Aristides Sousa Mendes à sua casa e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros".

"Ele foi expulso por Salazar na sequência dos atos de salvamento que praticou em Bordéus, em 1940. Regressou depois por decisão da Assembleia da República, mas faltava que no Ministério dos Negócios Estrangeiros, no Palácio das Necessidades, ficasse alguma coisa que lembrasse para sempre que Aristides Sousa Mendes é um diplomata e com o que fez honrou a diplomacia e a oliveira, que é uma árvore de paz, e a lápide a partir de hoje celebrarão esse regresso definitivo e pleno de Aristides Sousa Mendes à sua casa", relembrou Augusto Santos Silva.

Fronteira entre a Ucrânia e a Rússia? "Devemos tentar compreender as preocupações" russas sobre a sua segurança

Hoje em dia, a democracia enfrenta outros perigos, nomeadamente, na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia e também no Sul da China, destacou o MNE.

"A Rússia não pode continuar a fazer o que está a fazer na fronteira com a Ucrânia que é aumentar a pressão miliar sobre esse país", admitiu, reforçando que, tal como referiu Joe Biden, "devemos tentar compreender as preocupações que a Rússia tem com a sua própria segurança e explicar-lhe que é com a NATO, e não contra a NATO, que essas preocupações podem ser acauteladas".

"É muito importante que a China não se esqueça da lição de que a China é um só país com dois sistemas e, portanto, a vida democrática e vibrante de Hong Kong deve ser respeitada pela China e a vida democrática e vibrante de Taiwan deve ser respeitada pela China", acrescentou.

Os Estados Unidos já lançaram um apelo aos países democráticos para que reforcem os laços com Taiwan, país com o qual a Nicarágua cortou relações. Questionado sobre se Portugal vai tomar uma posição face ao que parece ser um crescendo de tensão entre os Estados Unidos e a China, Augusto Santos Silva adiantou que a participação do país "é sempre compreender bem o que significa esta ascensão da China e trabalhar com a China no sentido de que essa ascensão seja pacífica".

"Portugal tem especiais relações com a China, pode ajudar neste trabalho dada a exemplaridade do processo de transição em Macau e é isso que temos procurado fazer", finalizou.

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