Café Duplo. Opiniões opostas sobre medidas contra inflação

Na baixa do ISP e no alargamento do apoio extraordinário de 60 euros, João Oliveira defende que o governo falha o alvo. Tiago Mayan saúda medidas "bem-vindas", mas "tardias".

João Oliveira, dirigente do PCP e antigo líder parlamentar dos comunistas, considera que serão as famílias mais pobres que vão "pagar, com a degradação das suas condições de vida, o aumento da inflação".

É a consequência da recusa do governo em aumentar os salários, com o argumento de que essa subida de rendimentos "seria comida", de imediato, pelo forte crescimento dos preços que se tem sentido nas últimas semanas.

Para João Oliveira, um dos dois comentadores habituais do programa Café Duplo, da TSF, o problema só se resolve com o "aumento dos salários e das pensões, de forma geral".

Do outro lado, o liberal Tiago Mayan, que, à segunda-feira, "faz companhia" a João Oliveira à mesa do café na rádio, considera que, tendo em conta o cenário excecional que vivemos, é uma forma de proteger as camadas mais desfavorecidas da população.

O "corte" no ISP e o fim do autovoucher

Para Tiago Mayan, antigo candidato da Iniciativa Liberal à Presidência da República, defende que "há muito devia ter sido feita", a anunciada descida do Imposto dos Produtos Petrolíferos. Mesmo assim, é uma medida "de louvar".

À esquerda, João Oliveira tem opinião contrária. O dirigente do PCP insiste que o governo deveria fixar o preço dos combustíveis e que, sem essa fixação, "rapidamente, as petrolíferas podem fazer aumentar os preços e, na prática, "comer" o alívio que a redução dos impostos permite".

Por isso, João Oliveira defende que, uma coisa sem a outra, não vai à "raiz do problema".

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