Carla Castelo, a candidata a Oeiras que une BE, Livre e Volt. "Vejo a política como algo muito sério"

Em entrevista à TSF, Carla Castelo referiu-se à liderança praticamente ininterrupta de Isaltino Morais, na Câmara de Oeiras, e disse querer "travar a construção desenfreada de condomínios de luxo".

Em março, quando fez o anúncio da sua candidatura à Câmara de Oeiras, fê-lo de uma forma simples: "Viva, sou a Carla Castelo, tenho 50 anos e vivo no concelho de Oeiras há mais de 20." No currículo já tinha três décadas de jornalismo, com grande parte do percurso profissional feito na SIC, onde se dedicou prioritariamente à agenda ambiental, e escolheu encabeçar uma candidatura independente à Câmara de Oeiras em nome de um "imperativo ético". Porque "Oeiras não está bem".

Em entrevista à TSF, a candidata independente que se coligou com o BE, o Livre e o Volt, salientou que "Oeiras padece de grandes males que já vêm de trás, e esses males têm que ver com um pacto". Um pacto "com o betão e o alcatrão", em oposição ao que quer implementar: um "pacto verde, um pacto com as pessoas e um pacto a transparência da gestão pública".

"Oeiras é um concelho espetacular, muito bonito, com uma posição geográfica privilegiada, mesmo ao lado de Lisboa, com uma frente ribeirinha tão bonita, e com pessoas extremamente qualificadas", enaltece Carla Castelo. O concelho, de acordo com a candidata, "pode ser um excelente exemplo de boas práticas ambientais, de respeito pelas pessoas e pela natureza, da transparência e da promoção da participação cívica".

Carla Castelo encara a corrida às autárquicas como uma missão a favor da comunidade, e recorda a atividade profissional que desempenhava para sublinhar a sua consciência de dever. "Sempre encarei o jornalismo como um serviço público", reconhece. A candidata a autarca acredita que os portugueses podem estar mais "conscientes da crise ambiental, que engloba a crise climática", e inclui-se nesse conjunto de pessoas que, "ouvindo os especialistas", procurou e procura saber mais sobre a emergência ambiental. Para isso contribui o doutoramento em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, que está a tirar, cujo "conhecimento" pode ser colocado "ao serviço das pessoas e da sua qualidade de vida e bem-estar".

Neste contexto de pandemia - que é histórico -, cada um deve dar o seu contributo, vinca. "Vejo a política como algo muito sério, como algo que tem de ser feito de forma diferente, com mais empatia, com mais proximidade e muito menos medo de parecer frágil e de envolver outros."

Foi nesse sentido que procurou falar com todos os partidos de centro-esquerda em Oeiras para mobilizá-los neste movimento, de forma a pôr termo a um "ciclo de desenvolvimento que para nós não é desenvolvimento, é opacidade".

Carla Castelo referiu-se à liderança praticamente ininterrupta de Isaltino Morais, na Câmara de Oeiras, e disse querer "travar a construção desenfreada de condomínios de luxo", que constitui um "modelo de desenvolvimento do século passado, dos anos 1980" e que não responde aos desafios ambientais.

A candidata tem uma pós-graduação em Ciência e Tecnologia do Ambiente pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, cobriu como jornalista várias conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, e assume mais do que a bandeira ambiental.

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