Catarina Martins apela ao voto no BE dos "esquecidos do PS"

Coordenador do BE pede a confiança nos bloquistas de quem "não quer um governo de direita" e "puxa por uma esquerda forte".

A coordenadora do BE, Catarina Martins, apelou este domingo ao voto dos "esquecidos do PS", pedindo a confiança nos bloquistas de quem "não quer um governo de direita" e "puxa por uma esquerda forte".

No maior comício desta campanha, que juntou cerca de 500 pessoas no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, a líder do Bloco de Esquerda afirmou que, "morta a maioria absoluta, ninguém vai dispensar o PS, nem os outros partidos, de dizerem que governo querem e como se comprometem com uma maioria e para fazer o quê".

Apresentando as "razões para o voto que vai decidir as eleições", Catarina Martins defendeu que "a primeira razão para votar no Bloco" é o facto de ser "preciso derrotar a direita".

"Não se deixem enganar: Se Rui Rio falasse tanto do seu programa como fala do seu gato, muito poucos o achariam simpático", disse ironicamente, considerando tratar-se de "programa escondido com o rabo de fora" que "não tem do seu lado a maioria do povo".

Dirigindo-se às "pessoas que ainda não se decidiram, que não gostam de confusão e que querem respostas claras sobre a sua vida", a bloquista traçou um destinatário para a última semana de campanha.

"Muitas dessas pessoas sabem que têm sido esquecidas, são os esquecidos do PS. O Bloco de Esquerda vai dedicar-lhes esta semana decisiva porque merecem respeito e respostas", disse.

Cuidadoras informais, desempregados de longa duração, jovens com vidas precárias, função pública, professores, utentes e profissionais dos centros de saúde são estes "esquecidos do PS" a quem se dirige o BE para tentar conseguir o seu voto nestas legislativas.

"Esse povo, que não quer um governo de direita e que não quer continuar a ser esquecido, puxa por uma esquerda forte e é a este povo a que nós respondemos", afirmou.

Catarina Martins falou diretamente para esta faixa de eleitorado que hoje trouxe para o discurso pela primeira vez: "Se faz parte dos esquecidos do PS, agora é o tempo de mostrar a sua força. Não hesite, não se abstenha, venha votar, mostrar o que quer".

"O voto de quem foi esquecido vai repor a justiça, vai obrigar a soluções, vai conseguir virar estas eleições. É esse voto que vai tirar-nos do pântano do esquecimento. É esse voto que abre um novo ciclo para resolver as urgências", sublinhou.

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