Catarina Martins aponta o dedo ao PSD e fala em políticos "complacentes" com o crime

O coordenadora do Bloco de Esquerda considera que alguns políticos tentaram normalizar o discurso que apela ao ódio e à violência. Catarina Martins considera que os dirigentes do PSD devem estar "arrependidos" depois dos casos recentes de ameaças a deputados e ativistas.

Catarina Martins acusa o PSD de "complacência" com forças políticas que, diz a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), apelam ao ódio e à violência. No Porto, após uma reunião com trabalhadores da Ryanair, a responsável do BE aponta o dedo aos sociais-democratas, na sequência do caso das ameaças a deputados e ativistas por grupos de extrema-direita.

"Tenho reparado que nos últimos meses houve responsáveis políticos que acharam que podiam ser complacentes com o crime ou normalizar o crime. Não é o caso do Bloco de Esquerda", diz Catarina Martins.

Questionada sobre quais as forças políticas que diz serem complacentes, Catarina Martins aponta o dedo ao PSD. "Aqueles que acham que podem dialogar com forças que apelam ao ódio e à violência e que usam a intimidação como arma política. Julgo que haverá agora quem, no PSD, se arrependa do que tem vindo a dizer e a normalizar", numa alusão à relação entre o PSD e o partido Chega.

"Julgo que Rui Rio não tivesse a perceção do que estava a acontecer quando fez algumas afirmações no passado. Julgo que Rui Rio não quererá ser complacente com o crime em Portugal", disse ainda a coordenadora do Bloco sobre o líder do PSD.

No início do mês de agosto, Rui Rio disse em entrevista à TSF e mais tarde à RTP3 que, se o Chega assumisse posições moderadas, no futuro seria possível um eventual diálogo entre os partidos, excluindo, no entanto, qualquer possibilidade de coligação.

Este caso, garante a coordenadora do BE, "só envergonha pessoas que na política tentaram normalizar criminosos", diz Catarina Martins. "Este é um caso de polícia", sentencia.

"Não existe nenhuma falha na lei em Portugal para que quem apela ao ódio, à violência e faz intimidação seja tratado como o criminoso que é", diz a coordenadora do Bloco de Esquerda. "A lei portuguesa é bastante clara", declara Catarina Martins.

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