CDS. "A única explicação para as saídas é: 'Se não somos poder, então saímos'"

Rui Tabarra e Castro, do CDS-PP, considera que nada de relevante se alterou no partido para ser justificável a debandada que tem ocorrido nos últimos dias. O vogal da Comissão Política Nacional do partido defende a atual direção e aponta o dedo a Nuno Melo por espalhar notícias falsas.

As desfiliações dos últimos dias do CDS continuam a ser um tema controverso e a gerar rebuliço na política. Desta vez, é Rui Tabarra e Castro, vogal da Comissão Política Nacional do CDS-PP, que vem comentar o assunto, saindo em defesa da direção de Francisco Rodrigues dos Santos.

Ouvido pela TSF, Rui Tabarra e Castro defende que o que se está a passar no partido é a luta política normal, e, por isso, considera pouco claros os motivos que levaram vários nomes conhecidos a debandar nos últimos dias. "Ouvimos falar de Adolfo Mesquita Nunes, ouvimos falar da saída do António Pires de Lima, ouvimos falar da saída de outros ex-deputados e de outros ex-dirigentes do CDS, pessoas que tiveram um papel relevante no CDS, e, por isso, custa-me perceber, de facto, que motivações poderão estar por detrás destas saídas", começa por dizer.

Para o vogal da Comissão Política Nacional, nada de relevante mudou para justificar este êxodo. "Na realidade, o CDS não mudou. A única coisa que mudou no CDS foram as circunstâncias de há dois anos ter sido eleita uma direção e de essas pessoas, a partir desse momento, terem feito parte da oposição."

"O CDS não apresentou propostas diferentes relativamente àquilo que era o posicionamento ideológico do CDS. A única explicação para essas saídas, aquela que eu consigo encontrar, pelo menos, é esta circunstância de 'se não somos poder, então saímos.'"

Rui Tabarra e Castro também acusa Nuno Melo de difundir notícias falsas, e dá um exemplo muito recente. "Ainda agora, a propósito deste Conselho Nacional, em que foi propagado e veio o doutor Nuno Melo para fora dizer que não tinham sido cumpridos os prazos e que era ilegal... É uma falsidade, enfim. Depois a documentação poderá ser fornecida, se for caso disso..."

"Não existe uma decisão do Conselho Nacional de jurisdição, tribunal do partido, a dizer que era ilegal e que era nula. Existe um e-mail, que foi mandado, sem decisão absolutamente nenhuma, e até hoje não foi dada decisão nenhuma. A suposta decisão e o e-mail... A redatora dessa decisão do Conselho Nacional de jurisdição é alguém que, por exemplo, em processos judiciais que nada têm que ver com o partido, é advogada dele." O representante centrista considera que a decisão "que não existia" foi "com certeza" plantada, e assegura que "até hoje é inexistente essa decisão".

Na sexta-feira, Nuno Melo tornou público que o Conselho de Jurisdição do CDS decidiu que havia motivos para impugnar a convocatória do Conselho Nacional. Rui Tabarra e Castro afirma que essa decisão nunca existiu e que se trata de uma notícia falsa espalhada por Nuno Melo, candidato à liderança do CDS.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de