CDS acusa Costa de querer resumir Portugal "à Covid e ao medo da doença"

Filipa Correia Pinto assinala que "há mais vida para além da pandemia" e garante que os centristas não aceitam o "confinamento político" que acusam o primeiro-ministro de estar a colocar em prática.

O CDS acusou este sábado o primeiro-ministro de querer resumir Portugal "à Covid e ao medo da doença" na sua mensagem de Natal, rejeitando o "confinamento político em que António Costa quer encerrar" o país até às legislativas.

Numa reação em vídeo, a cabeça de lista do CDS pelo Porto nas eleições legislativas de 30 de janeiro, Filipa Correia Pinto, considerou que a mensagem de Natal do chefe do Governo "tem um único objetivo, confinar e resumir Portugal e a nossa vida coletiva à Covid e ao medo da doença".

Apontando que "há mais vida para além da pandemia" a candidata salientou que "o CDS não aceita o confinamento político em que António Costa quer encerrar Portugal até às próprias eleições".

E criticou que o primeiro-ministro "continua a dizer que vai ficar tudo bem e a mostrar que acredita no mundo de faz de conta que construiu para distrair os portugueses".

"Faz de conta que as famílias e as empresas não vivem asfixiadas pelos impostos, faz de conta que trabalhar é suficiente para não se ser pobre, faz de conta que não temos os combustíveis mais altos da Europa, faz de conta que a pandemia se resolve com incompreensíveis restrições à nossa liberdade individual, faz de conta que os milhões de Bruxelas capturados pelo Estado e pelo setor público vão resolver o atraso da nossa economia", disse.

"E, sobretudo, faz de conta que depois das próximas eleições vai poder continuar a governar ou com uns, ou com outros e continuar a ser primeiro-ministro", concluiu.

Dirigindo-se aos portugueses que "estão fartos do mundo de faz de conta, que estão cansados do socialismo, que desejam uma verdadeira alternativa", Filipa Correia Pinto afirmou que "o CDS deixa neste Natal uma mensagem de esperança e de compromisso".

De olhos postos nas eleições legislativas de janeiro, defendeu que "só o voto no CDS garante o fim do socialismo e o fim da governação à esquerda", apontando que "com o CDS forte, este pode bem ser o último Natal do mundo do faz de conta".

Na sua tradicional mensagem de Natal, que disse ser este ano mais contida do ponto de vista político por se estar em período pré-eleitoral, o primeiro-ministro salientou hoje que a guerra contra a Covid-19 ainda não acabou, considerou que é fundamental prosseguir o reforço vacinal em Portugal e elogiou o trabalho "inexcedível" dos profissionais de saúde e a resposta do SNS.

Na sua sétima mensagem de Natal desde que exerce as funções de primeiro-ministro, António Costa fez um rasgado elogio à forma como os profissionais de saúde têm estado empenhados no combate à Covid-19.

A seguir, deixou avisos em relação à evolução da pandemia nos próximos meses.

"A vacina provou ser a arma mais eficaz no combate à pandemia, uma extraordinária vitória da ciência, mas a guerra ainda não acabou. Como sabemos, há milhões de seres humanos em todo o mundo que ainda não tiveram acesso à vacina e, enquanto assim for, o vírus continuará ativo e persistirá o risco de se transformar em novas variantes", advertiu.

Por isso, para o líder do executivo, "é fundamental acelerar a vacinação à escala global e prosseguir o reforço vacinal em Portugal".

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