CDS afasta cenário de confinamento geral para já e pede medidas cirúrgicas

Francisco Rodrigues dos Santos diz que o Governo tem de escolher entre contratualizar com o privado e salvar vidas ou continuar a assistir ao "rasto de mortalidade".

O presidente do CDS-PP considerou esta sexta-feira que um cenário de confinamento geral do país não deve ser equacionado para já e que o Governo terá antes de tomar medidas cirúrgicas, localizáveis e temporárias contra a Covid-19.

Estas posições foram transmitidas por Francisco Rodrigues dos Santos no final da reunião com o primeiro-ministro, António Costa, em São Bento, que se prolongou por quase duas horas, em vez dos 45 minutos que estavam previstos.

Apesar de ter durado mais do dobro do tempo previsto, o líder democrata-cristão disse que não falou com António Costa sobre cenários para a viabilização do próximo Governo Regional dos Açores: "Estive nesta reunião a tratar da situação da pandemia e não da situação da autonomia", respondeu.

Perante os jornalistas, o líder do CDS considerou que o executivo socialista tem de escolher "uma de duas coisas: Ou salva vidas e contratualiza com os setores particular e social, alargando a capacidade de resposta do sistema de saúde; ou continua de braços cruzados a assistir a este rasto de mortalidade".

Interrogado sobre a possibilidade de o país regressar a uma situação de confinamento geral na primeira quinzena de dezembro, no âmbito de um novo estado de emergência, Francisco Rodrigues dos Santos afastou para já esse cenário.

"O CDS defende medidas cirúrgicas, dirigidas, zona a zona e temporárias. Algumas delas já deveriam ter sido implementadas e não foram, desde logo a do mapa de risco de contágio em que estejam identificadas as zonas de maior perigo", contrapôs.

Ou seja, de acordo com Francisco Rodrigues dos Santos, deverá continuar a observar-se a evolução da curva epidemiológica.

"Cabe ao Governo avaliar quais os instrumentos legais que tem à sua disposição para aplicar as medidas que devem ser implementadas para impedir uma escalada descontrolada dos contágios e aliviar a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde. Em Portugal, ninguém deseja uma fotocópia da circunstância que vivemos em março e há muito a fazer ainda antes de se considerar essa hipótese", sustentou.

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