CDS-PP exige "mão pesada" para os incendiários

Francisco Rodrigues dos Santos pede que sejam colocados mais meios à disposição dos bombeiros.

O líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, defendeu esta segunda-feira que o Governo deve garantir os meios necessários para o combate aos incêndios e pediu "mão pesada" para os "terroristas" que incendiam as florestas.

"O Governo tem que ser diligente e competente e acautelar que aqueles que lideram o combate aos fogos têm todos os meios necessários para cumprir com êxito a sua missão para não virmos a chorar mais tarde por aquilo que não fomos capazes de fazer agora", afirmou.

Francisco Rodrigues dos Santos, que falava no final de uma visita ao Comando Territorial de Portalegre da GNR, respondia a perguntas dos jornalistas sobre os incêndios florestais ocorridos nos últimos dias.

O presidente do CDS-PP sublinhou que o partido efetuou "sucessivas visitas" a quartéis de bombeiros e que, nessas ocasiões, apelou para que "a pandemia de Covid-19 não prejudicasse o ataque a esta época de incêndios".

"O que se verificou é que Portugal não dispunha de meios aéreos, de equipas de combate inicial aos fogos e de recursos humanos necessários para, nesta fase mais crítica, responder à ameaça e risco de fogo", disse, aludindo a dados do Observatório Técnico Independente e da Comissão Europeia.

Para líder centrista, "devem ser alocados todos os meios técnicos e humanos e operacionais necessários" aos bombeiros, que "encabeçam a linha da frente do combate aos fogos para colocar em segurança as populações e o património".

Que "não se repitam as tragédias de 2017, que estão na memória dos portugueses, onde hectares foram calcinados, onde se perderam vidas humanas e onde o património foi absolutamente destruído", realçou.

Francisco Rodrigues dos Santos apelidou de "verdadeiros terroristas" aqueles que "incendiam dolosamente" as florestas e defendeu que "a justiça tem que ter mão pesada e firme e verdadeiramente dissuasora" deste tipo de comportamentos.

As pessoas que praticam estes atos "não podem continuar a ser desculpabilizadas, quando os danos que perpetram contra o nosso país são de elevada magnitude", acrescentou.

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