CDS quer ouvir ministro da Educação sobre não-retenção de alunos no básico

A posição do Governo, de acordo com o CDS, revelou-se "ambígua" e levou a comunicação social "a noticiar que se pretende acabar com as retenções de alunos até ao 9.º ano de escolaridade".

O CDS-PP pediu esta quinta-feira a audição, na Assembleia da República, do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sobre o plano de não-retenção de alunos no ensino básico anunciado pelo Governo.

No requerimento à comissão de Educação, os centristas recordam que, no seu programa, o Executivo inscreveu o compromisso de "criar um plano de não-retenção no ensino básico, trabalhando de forma intensiva e diferenciada com os alunos que revelam mais dificuldades".

A posição do Governo, lê-se no pedido do CDS, revelou-se "ambígua" e levou a comunicação social "a noticiar que se pretende acabar com as retenções de alunos até ao 9.º ano de escolaridade".

Regista, igualmente, "declarações" do ministro que "associam esta medida a uma orientação de poupança de custos, da ordem dos 250 milhões de euros por ano".

A retenção "é um instrumento dissuasor, de fim de linha, que só deve ter lugar quando todas as estratégias e meios falham" e o tema tem de ser esclarecido dado que "é de importância extrema, pelas implicações profundas que tem no sistema educativo e no percurso escolar dos alunos", lê-se ainda no texto apresentado à comissão que tomou posse esta quinta-feira.

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