CDS questiona ministra sobre "medidas contraproducentes que só complicam a vida das pessoas"

A deputada Ana Rita Bessa adianta que o CDS vai enviar quatro perguntas à ministra da Saúde para aclarar a exigência de testes à entrada de estabelecimentos de restauração ou alojamentos turísticos. O partido considera a medida "inadequada" e mal explicada.

O CDS quer respostas acerca da adoção de autotestes para acesso ao interior de restaurantes e empreendimentos turísticos, e vai pedi-las à ministra da Saúde. A partir desta tarde, os autotestes podem ser usados, a par dos certificados digitais, para entrar em hotéis e restaurantes.

Ana Rita Bessa, deputada do CDS, questiona a eficácia da medida, lembrando que os autotestes são pouco eficazes e dão uma sensação de falsa segurança. "Preocupa-nos muito, não só a possibilidade de se recorrer a este tipo de testes, pela sua baixa eficácia, e, portanto, por uma sensação de falsa segurança, como o facto de poderem ser feitos à frente da pessoa do estabelecimento comercial que permita a entrada - uma pessoa que claramente não é qualificada para aferir se o teste foi ou não foi bem feito."

A deputada vinca que esta decisão foi tomada "sem acordo prévio com as farmácias".

"As farmácias foram apanhadas de surpresa com esta nova abrangência e particularmente com o facto de terem de passar um certificado que desconhecem", salienta Ana Rita Bessa, em declarações à TSF.

A resolução do Conselho de Ministros não explicita o profissional de saúde que tem de presenciar a realização do teste. Ana Rita Bessa destaca a confusão que esse aspeto pode gerar: "Pode ser um nutricionista, pode ser um psicólogo. Não é claro quem é que está habilitado para dizer que o teste foi bem feito, e para passar esse certificado que se desconhece qual seja."

Ana Rita Bessa enviou, por isso, quatro questões à ministra da Saúde. A deputada centrista considera que a medida sobre a utilização dos autotestes vem complicar ainda mais a vida dos portugueses. "O Governo está numa grande tensão entre querer libertar a economia, sabendo que os números de contágio estão a aumentar, mas esquecendo-se de que, com a campanha de vacinação em curso, é preciso confiar nesse processo."

O Executivo deve confiar que o processo de vacinação "confere a imunidade suficiente, que as pessoas podem retomar a sua vida normal", argumenta, frisando que a cerca sanitária "claramente não surtiu efeito" e que estas novas medidas são "inadequadas e contraproducentes", porque "não resolvem e só complicam a vida das pessoas".

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