CDS recusa acordos com o PAN e alerta PSD que "não vale tudo" para governar

Francisco Rodrigues dos Santos considera que o PAN é "um partido animalista radical que tem uma agenda ditatorial que quer destruir o mundo rural".

O presidente do CDS-PP criticou esta segunda-feira PSD e Iniciativa Liberal por admitirem negociar com o PAN após as eleições e alertou que os centristas não admitem "nenhum entendimento" com este partido com vista à governação do país.

"Fiquei preocupado, confesso-vos, com as recentes notícias que dão nota que Rui Rio e João Cotrim de Figueiredo admitem entender-se com o PAN para a formação de Governo de Portugal", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos, que discursava num almoço com apoiantes em Évora.

E garantiu que "o CDS não fará nenhum entendimento de base de governo com o PAN" porque o PAN é "um partido animalista radical que tem uma agenda ditatorial que quer destruir o mundo rural e o modo de vida das pessoas que trabalham no campo, que respeitam as tradições e são os verdadeiros ambientalistas".

O presidente do CDS-PP criticou também que "pelos vistos" para o PSD "já vale tudo para chegar ao Governo".

"Para nós não vale tudo porque para nós ir para um governo significa respeitar o nosso mundo rural", salientou.

Durante a sua intervenção, no final de um almoço ao ar livre com algumas dezenas de apoiantes, o líder centrista teceu duras críticas ao Pessoas-Animais-Natureza, considerando que é um "partido terrorista" que quer impor "um modo de vida" aos portugueses e "animaliza as pessoas, humaniza os animais e tem conceções muito excêntricas sobre modo de vida das pessoas em geral".

E apontou que o partido liderado por Inês Sousa Real foi fundado por um "ativista extremista que defendia coisas como a purificação nacional" e queria tornar o país "completamente vegetariano, uma brigada do tofu e uma política de beringela".

Francisco Rodrigues dos Santos considerou também que o PAN defende "alguns absurdos" como "um ataque de impostos" à produção animal, que "é maioritariamente extensiva" e "usa sistemas que do ponto do vista do carbono são positivos", além de querer o fim da caça e da tauromaquia.

Já o CDS, salientou, que é o partido que "defende o mundo rural e as tradições", quer "continuar a apoiar os setores produtivos e não atacá-los com impostos, com uma agenda ditatorial politicamente correta nem com conceções animalistas altamente perigosas nos dias de hoje".

No arranque da sua intervenção, o presidente do CDS-PP reiterou que acredita que o partido será "a grande surpresa na noite das eleições" e vai "contrariar uma vez mais sondagens de alfaiate, feitas por encomenda, que apenas são construídas para beneficiar os partidos do sistema".

Mas garantiu que os centristas estão "vacinados contra sondagens há muto tempo" e deixou um desafio aos militantes do partido: "quem ainda não está vacinado contra sondagens eu recomendo que faça esse agendamento e nós na sede do partido tratamos disso".

A cabeça de lista do CDS por Évora, Ana Costa Freitas, que subiu ao púlpito antes do presidente centrista, defendeu que "é preciso uma mudança em Portugal" e "promover mais crescimento económico".

A reitora da Universidade de Évora, que concorre como independente nas listas do CDS-PP, criticou que "a esquerda tem dominado no Alentejo mas nada acontece", as "pessoas continuam a sair" e o "isolamento é enorme".

Nas últimas eleições legislativas, em 2019, o CDS-PP teve 2.535 votos em Évora (3,42%). Os três deputados do círculo foram eleitos por PS (dois) e CDU (um).

*Atualizada às 17h25

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de