CDU acusa PS de "enorme cinismo" por fazer propaganda com semana de quatro dias de trabalho

Na opinião do comunista João Oliveira, há uma dissonância entre as palavras e as intenções de António Costa.

O dirigente comunista João Oliveira acusou este sábado o PS de "um enorme cinismo e hipocrisia", por falar sobre a semana de trabalho de quatro dias em período eleitoral, e insistiu que há "arranjinhos" em curso com o PSD.

"Vir agora, em tempo de campanha eleitoral, dizer que se quer refletir sobre a semana de quatro dias de trabalho é de um enorme cinismo e hipocrisia, quando ao mesmo tempo se empurram milhares de trabalhadores para bancos de horas que lhes roubam tempo roubam tempo para a família, desorganizam a vida e prejudicam a saúde", disse João Oliveira, durante um comício em Almada.

Na segunda-feira, durante encontro organizado pelas Mulheres Socialistas, em Lisboa, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, considerou que a semana de quatro dias de trabalho é um "debate que é necessário fazer".

Para o PCP, não é só na semana de trabalho de quatro dias que se vê a "hipocrisia" no discurso dos socialistas, apontou o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP.

Na opinião de João Oliveira, há uma dissonância entre as palavras e as intenções de António Costa: "Não se combate a direita dizendo mal em palavras, ao mesmo tempo que se admite vir a fazer arranjinhos com a mesma direita que se diz querer combater".

Em Almada, antiga 'joia da coroa' autárquica dos comunistas, o substituto temporário do secretário-geral do PCP participou na primeira arruada, repetindo o percurso que Jerónimo de Sousa fez aquando da campanha para as últimas eleições autárquicas.

E mais uma vez a caravana da CDU desceu a Rua União Piedense, desta vez ao som de "A Carvalhesa" interpretada em gaita-de-foles. Na dianteira João Oliveira e deputado e dirigente do PEV José Luís Ferreira, 'número três' da CDU pelo círculo eleitoral de Setúbal.

E quando chegou o momento de discursar no Jardim da Cova da Piedade, houve um pequeno percalço. "E agora vai falar o João Ferreira... O João Oliveira!", um equívoco já que João Ferreira era suposto ser o substituto de Jerónimo de Sousa até ao regresso do secretário-geral, previsto para quarta-feira, deixando João Oliveira com tempo para se dedicar integralmente à campanha em Évora, por onde volta a ser candidato.

No entanto, João Ferreira está a recuperar da covid-19 e cabe agora a João Oliveira ocupar o "leme" da campanha à entrada para a "reta final" da corrida às legislativas.

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