Centeno é o CR7 das Finanças? "Claro que não é. Isso é uma evidência"

Eurodeputado Paulo Rangel critica a posição de António Costa nas matérias europeias e relativiza os sucessos de Centeno.

A comparação já não é de agora, mas Paulo Rangel não perdeu a oportunidade de a refutar: para o eurodeputado, Centeno não é o CR7 das Finanças. Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, o eurodeputado português foi questionado sobre o mal-estar entre António Costa e Mário Centeno, relativamente ao Orçamento Europeu.

A pergunta a Rangel ia no sentido de perceber se esta era apenas mais uma história de Mil e Uma Noites ou se a zanga teria acontecido mesmo. O eurodeputado não tem dúvidas de que "isto aconteceu mesmo" e vai até mais longe: "É uma coisa que não lembra ao diabo."

Embora concorde que o Orçamento para a Zona Euro "é mau", Rangel sublinha que esse não é um dado novo e, por isso, os sucessos de Centeno "são muito relativos". A crítica continua, e daí por diante estende-se a todo o PS: " Em Portugal é que não se pode dizer mal de um português que está num cargo estrangeiro senão parece que somos antipatriotas, vem logo a brigada reumática do PS atacar-nos."

Com os dados em cima da mesa, impunha saber-se se Centeno é, ou não, o CR7 das Finanças. A resposta foi pronta: "Pois claro que não é. Isso é uma evidência."

Paulo Rangel critica ainda a postura de António Costa, que acusa de ter querido "fazer uma bravata", algo que "em termos externos é mau."

A leitura externa, alerta o social-democrata, também não terá sido a melhor. "As pessoas perguntam: Mas afinal como é? Então o ministro das Finanças e o primeiro-ministro não articulam uma posição? Não fazem, pelo menos, uma declaração de interesses? Isto é revelador de um mal-estar interno, e eu acho que do ponto de vista da imagem externa de Portugal é francamente mau."

Sobre o futuro, Rangel prevê que Costa vai criar "uma nova narrativa" com os fundos europeus. "António Costa e o seu Governo conformaram-se com a proposta da Comissão, disseram que era mais ou menos e que não era muito má para começar, e agora já estão a dizer o contrário. Mas quando Portugal parte de uma posição de fraqueza, é evidente que depois entrega os pontos."

Também a escolha da pasta de Elisa Ferreira "não é excecional para nós", explica, apesar de considerar que a comissária portuguesa é "até uma das pessoas mais adequadas para aquela pasta". O problema para Rangel "é que ela vai estar a decidir uma matéria em que Portugal tinha interesses muito grandes e, portanto, vai ter de ter uma função arbitral, não vai poder exercer o lóbi que poderia exercer se estivesse com outra pasta na Comissão".

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