"Maioria absoluta a desorientar-se." Chega avança com moção de censura ao Governo

André Ventura diz que retirará a moção de censura se Marta Temido e Pedro Nuno Santos saírem do Governo.

O Chega vai avançar com uma moção de censura ao Governo. A informação foi avançada pelo líder do partido numa comunicação aos jornalistas, na Assembleia da República, após reunião do grupo parlamentar. A decisão foi tomada depois da polémica com o aeroporto, com António Costa a revogar o despacho do Ministério de Pedro Nuno Santos, e também devido à crise na saúde.

André Ventura adiantou ainda que decidiram "após análise interna, avançar com uma moção de censura", dando conta de que o Presidente da República e o presidente da Assembleia da República já estão informados da decisão.

O líder do Chega defende que as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, depois da polémica entre Pedro Nuno Santos e António Costa, "mostram que a maioria absoluta se está a desorientar e a desorganizar", embora o Presidente da República "não queira usar a bomba atómica", referindo-se à dissolução do Governo.

"Nas palavras do Presidente da República está um claro ato de censura, e as moções de censura servem para isso: quer em maioria absoluta ou minoria, servem para passar um cartão de censura ao Governo", diz, apelando à oposição que se junte ao Chega, e "até alguns deputados socialistas que já criticaram o Governo".

André Ventura afirma, no entanto, que se António Costa demitir a ministra da Saúde, Marta Temido, e o ministro da Habitação e das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, o Chega retira a moção de censura ao Governo.

"Se António Costa e o Governo procederem à remodelação governamental que o país pede, o Chega retira a moção de censura. Se não o fizer, levará até ao fim", explicando que, ao contrário de "outros países na Europa", a Constituição portuguesa não permite moções de censura apenas a ministros.

Notícia atualizada às 13h55

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