Chega considera demissão de Cabrita tardia e por imposição do primeiro-ministro

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, pediu a demissão esta sexta-feira.

O presidente do Chega, André Ventura, considerou esta sexta-feira que a demissão de Eduardo Cabrita do cargo de ministro da Administração Interna "peca por tardia" e que só aconteceu por "imposição" do líder do executivo, António Costa.

Esta posição foi transmitida por André Ventura cerca de 30 minutos depois de ter feito uma declaração a exigir a saída de Eduardo Cabrita do Governo e logo após este ministro ter anunciado o seu pedido de demissão de titular da pasta da Administração Interna.

"O Chega saúda a demissão de Eduardo Cabrita do cargo de ministro da Administração Interna. Suspeitamos que esta foi uma exigência de António Costa, que percebeu bem o desastre e o grau nocivo que Eduardo Cabrita poderia representar para as eleições legislativas de 30 de janeiro", declarou o presidente do Chega.

André Ventura defendeu a tese de que a demissão de Eduardo Cabrita "peca por tardia e que já devia ter acontecido há muito tempo".

"Há muito tempo que os portugueses queriam uma mudança na Administração Interna. Com o despacho de acusação do Ministério Público, ficaram hoje [sexta-feira] expostas as mentiras e mostra o tipo de ministro que tivemos na Administração Interna ao longo dos últimos anos. Se for reeleito primeiro-ministro, espero que António Costa não cometa os mesmos erros", declarou.

O ministro da Administração Interna demitiu-se esta sexta-feria na sequência da acusação de homicídio por negligência do Ministério Público ao seu motorista pelo atropelamento mortal de um trabalhador da autoestrada A6, em junho deste ano.

Numa declaração aos jornalistas, em Lisboa, onde fez um balanço do seu mandato, Eduardo Cabrita referiu-se ao acidente que provocou a morte de um trabalhador na autoestrada dizendo que "mais do que ninguém" lamenta "essa trágica perda irreparável" e deixou críticas ao "aproveitamento político que foi feito de uma tragédia pessoal", algo que disse ter observado "com estupefação".

"É por isso que hoje não posso permitir que este aproveitamento político absolutamente intolerável seja utilizado no atual quadro para penalizar a ação do Governo, contra o primeiro-ministro, ou mesmo contra o PS. Por isso entendi solicitar a exoneração hoje das minhas funções de ministro da Administração Interna ao senhor primeiro-ministro", disse o ministro demissionário.

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