Chega muda inscrições de militantes para travar ligações extremistas no partido

Partido pretende que novos militantes passem a responder a questões sobre anteriores filiações políticas ou partidárias.

André Ventura garante que o Chega vai tomar uma posição relativamente aos militantes ou dirigentes que estejam associados a movimentos de extrema-direita. Depois da notícia da revista Sábado que dá conta desta realidade, o deputado único do partido explicou que vai haver novas regras para combater esta situação.

O líder do partido revelou que foi "exigido a todos os que foram envolvidos e a todos os dirigentes do Chega que fizessem um desmentido imediato de qualquer ligação atual ou passada a movimentos como o Nova Ordem Social (NOS) ou outros".

Porém, realça, será retirada a confiança política caso haja dirigentes do partido nesta situação. "Não tolerarei nem admitirei qualquer presença em órgãos dirigentes de militantes que estejam ou tenham estado ligados quer a atos violentos quer a atos subversivos ligados a movimentos extremistas, violentos ou racistas", sublinhou.

"Enquanto eu for líder do Chega nenhuma possibilidade haverá de que o partido seja conotado, envolvido ou associado com quaisquer movimentos extremistas, subversivos ou racistas. Não é essa a minha posição ideológica, essa posição não é admissível numa democracia e num estado de direito como aquele em que vivemos", salvaguardou André Ventura.

Para travar a presença de militantes que possam ter ligações a grupos xenófobos ou violentos, André Ventura explicou que será feito um "levantamento exaustivo" dos militantes que deram entrada nos últimos meses para "conseguir levar a cabo um controlo o mais efetivo possível das origens destes militantes, dos seus objetivos e da sua militância ideológica".

Disciplina no partido

No caso de militantes que já estejam inscritos, o Chega entregará ao Conselho de Jurisdição os casos que "mereçam análise disciplinar", possibilitando a expulsão destes membros.

Já relativamente às novas inscrições passará a haver regras mais apertadas. André Ventura revelou que passará a haver "duas questões obrigatórias sobre filiação a movimentos políticos e partidos" e os "fluxos de militantes que tenham entrado no mesmo dia" serão analisados atentamente devido a "suspeitas de ser movimento organizados".

O partido pretende ainda aceder a dados públicos que mostrem a presença de militantes em movimentos violentos, uma decisão que terá ainda de ser aprovada devido à lei de proteção de dados.

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