Chega vê moção de censura chumbada e alerta que Governo dos Açores "pode cair"

Parlamentares do partido não gostaram das críticas deixadas pelo PSD à moção de censura.

A moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega foi esta quarta-feira chumbada no parlamento, com votos contra de PS, PCP, BE, PAN e Livre e abstenção de PSD e IL, tendo o proponente ficado isolado no voto a favor.

No final do debate que decorreu durante toda a tarde no plenário da Assembleia da República com a presença do Governo socialista de António Costa, a moção do partido de André Ventura intitulada "acabar com a deterioração constante da credibilidade do Governo e o empobrecimento crónico dos portugueses" foi chumbada.

Apenas o Chega votou a favor desta moção de censura ao Governo, tendo o PSD e IL optado pela abstenção e o PS, PCP, BE, PAN e Livre votado contra.

Coligados com quem?

O debate ficou também marcado por uma chamada de atenção de Bruno Nunes, deputado do Chega, ao PSD e às críticas que os sociais-democratas deixaram ao partido de Ventura, incluindo no congresso deste fim de semana.

"Foi surreal o que acabamos de ouvir: os senhores estão coligados com populistas, fascistas e extremistas nos Açores? É que se estiverem, eventualmente o Governo pode cair. Têm de ter cuidado com essas acusações e a maneira como se posicionam. Isto é ou não é um país a brincar quando a única preocupação do PSD é vir atacar o Chega?", atirou o parlamentar, num momento que arrancou gargalhadas do primeiro-ministro, António Costa.

O presidente do PSD, Luís Montenegro, assegurou no último domingo que nunca associará o partido a "qualquer política xenófoba ou racista" e nunca será o líder de um Governo que quebre esses princípios.

"Comigo e com o PSD, antes quebrar que torcer! Jamais abdicarei dos princípios da social-democracia e da essência do nosso programa eleitoral para governar a qualquer custo", assegurou.

Esta tarde, a deputada Paula Cardoso acusou o Chega de querer "protagonizar um número populista e matar a fome de palco e de capa de jornais" com a apresentação de uma moção num período em que "é constitucionalmente impossível dissolver o Parlamento".

A social-democrata garantiu ainda que o PSD não se deixa instrumentalizar, notando que a moção foi entregue no primeiro dia do congresso do partido, nem "dará palco a vaidades pessoais e egocêntricas nem a populismos estéreis, nem acompanhará este modo irresponsável de agir e de fazer política".

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