Chega vota contra estado de emergência e critica proibição do ensino à distância

Ventura fala em proibição "clamorosamente inconstitucional" e deixa recado a Rui Rio "sem querer lançar nenhuma polémica desnecessária".

O líder do Chega, André Ventura, defendeu esta terça-feira que é "clamorosamente inconstitucional" que o Governo proíba as aulas à distância e anunciou que o partido vai manter o voto contra a renovação do estado de emergência.

"O Governo, basicamente, como não teve tempo de distribuir os computadores, e hoje veio dizer que só os vai distribuir no segundo semestre, quer proibir toda a gente de ter aulas à distância. Isto é clamorosamente inconstitucional, está a prejudicar a vida de milhões de pais no país inteiro", defendeu o líder do partido de extrema-direita após uma audição com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, realizada à distância.

O Chega vai "manter o sentido de voto" contra a renovação do estado de emergência por considerar que as restrições são "absurdas" e apesar de "já saber que o centrão" formado por PS e PSD vai viabilizar o estado de emergência.

"Devemos olhar para isto rapidamente, já neste estado de emergência", assinalou também André Ventura, que aproveitou as declarações aos jornalistas para enviar um recado a Rui Rio no seguimento das presidenciais do último domingo.

"Ou o Dr. Rui Rio acorda..."

"Sem querer lançar nenhuma polémica desnecessária, ou o Dr. Rui Rio acorda ou nós um dia acordamos com uma espécie de 'mexicanização' do regime em que o PS manda em tudo e nós já não somos capazes de fazer nada", criticou o terceiro classificado da corrida a Belém.

"O que me preocupa é que a direita não consiga perceber que estamos no mau caminho e dê a mão ao Governo num suposto sentido patriótico", criticou, antes de recusar aprofundar um tema que o próprio assinalou não estar relacionado com a audição com Marcelo Rebelo de Sousa.

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