Cimeira Social? PCP pede entendimentos para evitar regressão social

Jerónimo de Sousa entende que a Cimeira Social no Porto "procura branquear os reais objetivos das políticas e imposições" da União Europeia.

Jerónimo de Sousa defende que os estados-membros da União Europeia (UE) devem assumir um pacto para evitar a regressão social, garantindo o pleno emprego. Numa iniciativa do PCP sobre direitos laborais, quando decorre a Cimeira Social no Porto, o secretário-geral comunista lembra que a crise exige medidas robustas.

"O que se exige é a institucionalização do princípio de não-regressão social e a reversão do nivelamento por baixo das condições de trabalho e de vida atualmente em curso, de que o dito Pilar Europeu dos Direitos Sociais é expressão. O que se exige é um Pacto de Progresso Social e pelo Emprego que vise o pleno emprego, a defesa e reforço dos direitos dos trabalhadores e de outros direitos sociais, a promoção da convergência social no progresso", defende.

O líder do PCP lembra que os problemas que vários países enfrentam, "entre os quais Portugal, exigem a adoção e implementação de medidas que, respeitando a soberania de cada país, assegurem as condições para o seu desenvolvimento económico e social".

Jerónimo de Sousa acusa a UE de acentuar a precariedade laboral com o pretexto da pandemia, com uma cimeira que "procura branquear e mistificar os reais objetivos das suas políticas e imposições", com o Governo português "a dar cobertura".

"As boas intenções que a União Europeia pela enésima vez anuncia, para além de não serem acompanhadas das correspondentes políticas e meios que efetivamente as concretizem, escondem e mistificam o real objetivo de impulsionar novos retrocessos sociais. Saliente-se, que a UE não só não deu uma resposta adequada à situação de pandemia e às suas consequências sociais e económicas, como a instrumentaliza para incrementar a sua agenda de ataque aos direitos laborais e sociais. Na verdade, o que a UE procura é levar ainda mais longe a precariedade laboral", diz.

O líder do PCP apelou ainda à participação dos trabalhadores na manifestação da CGTP, marcada para sábado, no Porto.

O primeiro-ministro português, António Costa, afirmou hoje que estão reunidas as condições políticas para que a Cimeira Social adote um compromisso em torno do plano de ação dos direitos sociais, congratulando-se por se ter conseguido "pôr o Pilar Social no centro do debate europeu".

No evento do Porto estão 24 dos 27 chefes de Estado ou de Governo europeus, reunidos para definir a agenda social para a próxima década.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de