Cirurgia terminou "com êxito". Jerónimo de Sousa já despertou da anestesia

O PCP comunica que a intervenção cirúrgica em Jerónimo de Sousa foi "um êxito", tendo sido assegurados os "objetivos" estipulados.

A operação do secretário-geral do PCP foi bem-sucedida. Em comunicado enviado à TSF, o partido salienta que a cirurgia "decorreu com êxito, tendo sido concretizados os objetivos". Jerónimo de Sousa "já despertou da anestesia e iniciou o processo de vigilância clínica pós-operatória, como previsto para cirurgias desta natureza", pode ler-se ainda no comunicado.

Jerónimo de Sousa foi sujeito a uma cirurgia de baixo risco, mas bastante minuciosa. Foi assim que a descreveu, em entrevista à TSF, o cirurgião vascular Manuel Fonseca. A poucos dias do início da campanha para as legislativas, o secretário-geral do PCP estará ausente por dez dias.

O líder comunista foi internado na quarta-feira, no hospital Egas Moniz, em Lisboa, e estava marcada para esta quinta-feira a intervenção à estenose nas carótidas. Manuel Fonseca, médico do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, esclareceu à TSF que "a estenose, vulgo aperto, é da artéria carótida interna, que é a artéria que irriga o cérebro a partir da aorta".

"A estenose carotídea é uma doença parecida com tantas outras, como sejam as estenoses das coronárias e até as estenoses das artérias dos membros inferiores. É uma doença, num contexto geral, de doença aterosclerótica, neste caso localizada na artéria carótida, que vai para o cérebro, com as consequências que daí provêm; no grau mais elevado, o AVC."

A cirurgia consiste, não só em desobstruir o caminho do sangue até ao cérebro, como em evitar embolismos por acumulação de coágulos. "O obstáculo - não completo, de 70, 80 a 90% - à circulação da carótida em direção ao cérebro é retirado, mas não é só o obstáculo. Não é só uma questão de diminuir a passagem do sangue. Muitas vezes, essas placas também estão implicadas em eventos embólicos." Isto é, por vezes, são formados pequenos nichos de coágulos que "podem engordar [os vasos] para o cérebro" e que também são nocivos para a circulação cerebral.

A intervenção passa por "abrir a artéria, tirar a placa aterosclerótica e voltar a fechar a artéria", e envolve "1 a 2% de hipóteses de complicações". O pós-operatório deverá ser de dois a três dias, a que se segue um período de repouso no domicílio. Nos dez dias seguintes, acrescentou ainda Manuel Fonseca, é aconselhável não conduzir, ter uma vida calma, não ser atingido pelo stress, controlar as tensões e ter uma alimentação regrada.

LEIA AQUI TUDO SOBRE AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de