"Colaboração especial." Marcelo regista com satisfação mudança de atitude do PSD para com Belém

Presidente da República, no meio da agenda intensa no Brasil, esteve atento ao congresso do PSD e regista mudança de atitude da nova liderança do partido. Marcelo defende que é preciso não apenas um governo forte, mas uma oposição forte neste momento do país.

Marcelo fez de um cumprimento um facto político: Montenegro saudou a Presidência, manifestando disponibilidade "para prosseguir com sentido de lealdade e colaboração institucional", Marcelo regista com satisfação "a maior aproximação" a Belém, numa mudança de "cooperação institucional" para "colaboração especial".

"Daquilo que eu vi, registo um dado novo relativamente ao Presidente da República portuguesa, onde no passado recente havia cooperação institucional há uma colaboração especial", sublinha Marcelo referindo-se às palavras do novo líder social-democrata.

O Chefe de Estado assinala que "há uma mudança do PSD no sentido de maior aproximação ao Presidente da República", um facto que "regista" e com o qual "fica satisfeito". "Não por ser o PSD, seria com qualquer partido, acho que colaboração é mais fecundo, com qualquer partido, do que a mera cooperação institucional", afirma Marcelo numa aparente crítica a Rui Rio.

Confrontado sobre o que significa uma "colaboração especial", Marcelo realça que foram palavras utilizadas por Montenegro e que têm, de facto, uma leitura política.

"Ele é que utilizou a expressão", diz Marcelo que é logo questionado se não seria só uma questão de semântica. "Na política, nesses pontos específicos em momentos específicos, não é indiferente a utilização das palavras. Mas acho que é bom para o país haver uma predisposição em certos dossiers, [como] o aeroporto, para haver uma negociação, conversa, convergência e consenso mais amplo possível, acho positivo, acho positivo o mesmo em matéria de descentralização", responde o Presidente que regista ainda um outro "dado novo" e que é a "mudança de orientação" ao "afastar a conveniência de um referendo sobre a regionalização".

Marcelo puxa pela oposição para puxar pelo governo (e vice-versa)

Em bom rigor, não quebrando propriamente a regra de não falar de política doméstica fora do país, uma vez que estava na residência oficial do cônsul em São Paulo, o Presidente não deixou de assinalar algo que vem dizendo desde há muito, mas acrescenta-lhe o atual momento do país.

"Há uma coisa que sempre defendi e que é uma oposição forte, quanto mais forte for a oposição, mais forte é o governo. E um governo forte, [porque] quanto mais forte for o governo, mais forte deve ser a oposição. Isso é muito bom, o país está a precisar disso neste momento", vinca Marcelo ladeado pelo ministro da Cultura e pelo secretário de Estado que ouviram atentamente estas palavras do Chefe de Estado.

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