Com críticas a Medina e uma visão "ecocêntrica" para Lisboa. Manuela Gonzaga é a candidata do PAN

O PAN quer aumentar a representatividade "em todo o país", e em Lisboa critica o atual Executivo: "O PS falha. O Bloco de Esquerda falha. Faz falta o PAN".

O Pessoas - Animais - Natureza (PAN) apresentou na manhã desta quarta-feira a candidata do partido à Câmara de Lisboa, na alameda da universidade. O PAN prevê aumentar o número de vereadores não só em Lisboa, mas em todo o país.

Com críticas a Fernando Medina, a candidata Manuela Gonzaga defendeu uma mudança na cidade de Lisboa. A escritora e historiadora, de 70 anos, foi jornalista durante três décadas, e defende uma cidade inclusiva, "ancorada na ecologia".

"O PAN precisa de alcançar lugares que nos permitam transformar Lisboa numa capital assumidamente ancorada na Ecologia: onde as pessoas, animais e natureza sejam reconhecidos pela sua dignidade intrínseca e onde a política se faça de forma transversal e interligada nas diferentes áreas. Mas, e acima de tudo, com uma visão de médio e longo prazo", explicou.

Manuela Gonzaga assume que as anteriores governações falharam com Lisboa, e lança o PAN para a mudança "de que a capital precisa". "Não há visão, não há rasgo, não há empatia e não há compromisso. Medina falha. O PS falha. O Bloco de Esquerda falha. Faz falta o PAN", atirou.

Com uma carreira ligada à cultura, a candidata não esqueceu os profissionais que mais sofrem com a crise pandémica: "Os artistas e toda a comunidade envolvida está impedida de trabalhar há um ano e meio. Foram os primeiros a fechar. Vão ser os últimos a abrir. Pergunto claramente: não sabe Lisboa do sofrimento da comunidade artística? Quantas livrarias, alfarrabistas, cinemas, teatros, ou demais espaços históricos e de fruição cultural conseguiram sobreviver, em Lisboa, nos últimos 20 anos? E no último ano e meio?", questionou. "É pela arte que nos definimos", concluiu.

Já a porta-voz do partido, Inês Sousa Real, quer aumentar a representatividade em todo o país, "honrando os três pilares do partido: pessoas, animais e natureza".

"Para defendermos as nossas causas e o nosso ideário é fundamental reforçar a nossa presença a nível local, razão pela qual hoje afirmo que o objetivo do PAN é conquistar lugares na vereação e mais eleitas e eleitos nas assembleias municipais e nas assembleias de freguesia. Vamos conseguir fazer a diferença nestes municípios, nestas cidades, no país", disse.

A apresentação decorreu nos jardins da cidade universitária, habitualmente frequentado por jovens. A escolha do local não foi insuspeita. "Queremos deixar calara a preocupação do PAN em garantir a justiça intergeracional, mas também a solidariedade entre gerações. Queremos agir e não hipotecar o futuro das gerações e do património que temos para lhes deixar", apontou Inês Sousa Real.

A porta-voz do PAN assume que o partido que lidera "entende o planeta como um todo, onde as pessoas, a natureza e todas as formas de vida estão interligadas, razão pela qual não se pode fazer política no nosso país de forma avulsa".

"É com esta visão que nos apresentamos: com uma visão ecocêntrica, com uma visão que percebe que para enfrentar as atuais crises - climática, social, económica e de saúde pública - precisamos de mudanças urgentes e audazes, de ir mais além, de passar dos planos à prática, e de apelar à participação de todas e de todos", explicou.

Manuela Gonzaga falou ainda num "sonho de uma Lisboa igualitária e diversa", um sonho que quer tornar realidade. Já o PAN foca-se no objetivo de aumentar a representatividade nas autarquias do país, já com 42 candidaturas validadas pela nossa Comissão Política Nacional.

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