PSD considera inevitável uma comissão de inquérito ao Novo Banco. BE quer que o Governo substitua a gestão

O deputado Duarte Pacheco afirma que o pedido deve ser avaliado quando o Parlamento voltar ao trabalho.

O PSD considera inevitável uma comissão de inquérito parlamentar sobre o Novo Banco. O deputado social-democrata Duarte Pacheco diz à TSF que é necessário perceber como foram feitas as compras e vendas de ativos do banco.

"Começa a ser evidente que este caso terminará com uma comissão de inquérito parlamentar", considera o deputado do PSD.

O Chega já defendeu a abertura de uma comissão. Duarte Pacheco garante que podem ser os sociais-democratas a apresentar a proposta na reabertura do Parlamento, após as férias. "Antes de apoiar, o PSD pode ser ele mesmo o preponente", afirma Duarte Pacheco.

Há duas semana, quando surgiram as notas sobre as vendas de imóveis, abaixo do preço de mercado, a entidades que podem ter ligações ao fundo Lone Star, dono do Novo Banco, Rui Rio tinha admitido esta hipótese de uma comissão de inquérito, no mesmo dia em que considerou que a situação parecia ser de constante gozo com os portugueses, e que o Governo geria mal a situação.

Bloco de Esquerda pede a substituição dos responsáveis do Fundo de Resolução e Novo Banco

A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Mariana Mortágua desafia o Governo a substituir os responsáveis do Fundo de Resolução e a administração do Novo Banco. "É uma solução que parte do comum bom senso. O mínimo que o Governo pode fazer", diz a deputada.

"Permitiram todos estes negócios sem a mínima transparência ou o mínimo controlo", acusa Mariana Mortágua, que imputa também responsabilidades à atual direção - "Estão a gerir contra o interesse público".

Para o BE, a possibilidade de abertura de uma comissão de inquérito não está afastada, mas reitera que a decisão só deve ser tomada após estar terminada a auditoria ao Novo Banco pedida pelo Governo.

"A análise será mais clara depois de conhecida a auditoria (...). Se a Deloitte não consegue terminar a auditoria, o Governo deve recorrer ao Banco de Portugal ou IGF [Inspeção-Geral das Finanças] ", diz a deputada do Bloco.

"Não afastamos a hipótese de uma comissão de inquérito, mas não a usamos levianamente", diz a deputada à TSF.

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