Como funcionam e para que servem? Site quer "cidadãos informados" e "voto mais consciente" nas eleições

A plataforma Política Para Todos nasceu no verão de 2019 para promover a participação ativa dos portugueses nos processos eleitorais. Aqui pode encontrar informação sobre os quase seis mil candidatos, bem como os partidos e programas eleitorais. Contudo, programas como os do PAN, Aliança e PCTP/MRPP estão em falta.

Podia ser a sigla de um partido, mas o PPT garante que é um projeto apartidário, imparcial e transparente. A plataforma Política Para Todos promete mesmo uma transparência radical na forma de trabalho. Toda a comunicação interna está disponível, as reuniões são gravadas e de acesso livre e qualquer pessoa pode aderir à comunidade.

O projeto nasceu há cerca de dois anos e meio, no verão de 2019, para promover a participação ativa dos portugueses nos processos eleitorais. Para as próximas legislativas, o site começa por avisar que a informação não está completa. Alguns programas eleitorais estão ainda a ser processados ou à espera de informação das candidaturas.

Há um relógio em contagem decrescente e vídeos que explicam como votar, como funcionam e para que servem as eleições. Mas atenção, pelo menos um dos vídeos está desatualizado, fazendo referência a eleições legislativas, mas em 2019.

Já os nomes dos quase seis mil candidatos estão atualizados, bem como os partidos e os programas eleitorais. Mas com esta ressalva: faltam seis dos 23 programas, como os do PAN, Aliança ou do PCTP/MRPP. Afinal, o Política Para Todos é feito por voluntários que assumem ser muito complicado juntar toda a informação em 15 dias, o tempo que tiveram para colocar o site a funcionar durante a campanha.

Pedro Colaço é um dos dinamizadores desta plataforma. Em declarações à TSF, explicou a razão pela qual sentiu necessidade de criar o Política Para Todos.

"Aquilo que nós percebemos é que há várias barreiras para que os eleitores consigam encontrar informação sobre os programas eleitorais, os candidatos de cada círculo eleitoral. Essa informação está muito dispersa, não está, muitas vezes, disponível, por vezes, até não está publicada pelos órgãos oficiais, como acontecia em 2019. Graças àquilo que fizemos em 2019 agora já está publicada pela CNE", refere, sublinhando que o objetivo é "contribuir para que os cidadãos estejam mais informados e possam fazer um voto mais consciente e apelar também à participação eleitoral".

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