Compra conjunta de combustíveis? Costa defende que resultou nas vacinas e pode voltar a funcionar

Governo vai apresentar até ao final da semana um conjunto de medidas para enfrentar a crise dos combustíveis.

O primeiro-ministro, António Costa, diz que é preciso reformular o mecanismo de formulação dos preços da energia na União Europeia. A questão vai estar no Conselho Europeu de quinta e sexta-feira no Parlamento. Em declarações aos jornalistas no final do debate que prepara este Conselho Europeu, o governante também afirmou que Portugal vai defender a compra conjunta de combustível na UE e acrescentou que até ao final da semana o Governo espera apresentar um conjunto de medidas para diminuir o impacto do aumento do gasóleo e gasolina.

"Estamos a trabalhar. Há uma medida que já adotámos desde a semana passada e que vamos manter, que é devolver a receita extraordinária que estamos a ter em IVA por via do aumento do preço e essa devolução já se fez. Vamos todas as semanas avaliar e faremos sempre que houve lugar a uma receita extraordinária a devolução dessa receita aos portugueses. Temos hoje a noção mais precisa de que esta crise é transitória, mas que vai durar ao longo dos próximos meses. É nesse sentido que temos estado a trabalhar com a ANTRAM, ANTROP e o resto dos cidadãos. A emergência climática não desapareceu e sabemos que combatê-la tem custos, mas esses custos têm de ser suportáveis pelos cidadãos", explicou António Costa.

Sobre as conversas com os partidos para viabilizar a proposta de Orçamento do Estado, Costa afirma que o diálogo está a ser construtivo, mas admite que ainda não há acordo.

"As propostas não são todas coincidentes, temos de ter, obviamente, uma avaliação equilibrada. A última coisa que alguém deseja é acrescentar a todas estas crises uma crise política. A trajetória que temos mantido para a redução do défice e da dívida é absolutamente essencial", afirmou o primeiro-ministro.

Apesar deste impasse em relação ao Orçamento, Costa não teme que a credibilidade internacional de Portugal seja afetada.

"Hoje é muito sólida. Portugal é um exemplo de país que tem assegurado estabilidade, não há nenhuma preocupação seguramente", assegurou.

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