Compromisso entre Costa e Albuquerque: hospital da Madeira no próximo OE

António Costa e Miguel Albuquerque chegaram a acordo sobre alguns dos temas do 'caderno de encargos' apresentado pelo presidente do Governo da Madeira. No segundo encontro da tarde, o primeiro-ministro reuniu-se com o líder do Governo dos Açores.

António Costa e Miguel Albuquerque estiveram reunidos, na tarde desta quarta-feira, em São Bento. O encontro, que decorreu de forma "cordial" e "muito bem", permitiu "chegar a um entendimento nos dossiês pendentes", nomeadamente sobre o Hospital Central da Madeira, as viagens pagas entre o arquipélago e o continente e um estudo em relação a uma possível ligação marítima para a Madeira.

À saída da reunião em que também esteve presente Mário Centeno, o presidente do Governo regional da Madeira anunciou que haverá uma verba para financar o hospital no próximo Orçamento do Estado. A questão do hospital no Funchal foi uma promessa de António Costa para esta legislatura.

Outra das preocupações trazidas por Miguel Albuquerque - e um dos temas que esteve em cima da mesa - é o facto de os madeirenses continuarem a adiantar "valores exorbitantes" para as ligações entre a Madeira e Portugal continental. Assim, o líder madeirense espera que, numa primeira fase, seja encontrada uma solução "equivalente" à que existe no caso dos estudantes, em que não tem de haver um adiantamento do valor em causa.

Na reunião ficou ainda assegurado que haverá um estudo de mercado para "averiguar" a possibilidade de uma ligação marítima para a Madeira.

Miguel Albuquerque adianta que todas as propostas são para "avançar rapidamente", isto é, diz, começarem a ser trabalhadas em 2020.

Questionado sobre a possibilidade de os deputados do PSD Madeira poderem votar favoravelmente o OE2020, caso o 'caderno de encargos' madeirenses seja aceite, Miguel Albuquerque desviou-se do tema e esclareceu que há uma disponibilidade para "colaborar nas questões essesnciais e nos interesses dos madeirenses".

Nos Açores, ainda o furacão Lorenzo

Vasco Cordeiro esteve reunido com António Costa depois de Miguel Albuquerque, num encontro que durou muito menos tempo do que o do líder madeirense.

No final, o presidente do Governo dos Açores recordou o compromisso do Governo em assumir 85% dos estragos do furacão Lorenzo, dos 330 milhões de euros de prejuízo e frisou que este valor será repartido dependendo das necessidades.

"Não é espectável que seja 85% desse montante no OE2020", revelou Vasco Cordeiro, frisando que o financiamento chegará à medida que as obras forem avançando.

O líder açoriano explica que esse valor será aplicado nos danos em infraestruturas públicas. O caso do Porto das Flores é a "situação mais dramática" e a que assume "prioridade".

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