Confinamento mais apertado? "Os concertos nas igrejas" e outras incongruências

Ana Gomes questionou o Governo se o encerramento dos teatros, mas a manutenção dos serviços religiosos será um convite a concertos nas igrejas.

No debate das rádios, Ana Gomes assumiu que as próximas eleições vão ser fundamentais para a implementação de medidas eficazes no combate à pandemia. A antiga eurodeputada apontou o dedo a Marcelo Rebelo de Sousa e ao Governo pelas incoerências nas regras.

A candidata lembrou o setor da cultura, "que se portou bem durante o confinamento e agora voltou a fechar". "Fecharam-se teatros e cinemas, mas deixaram-se abertos os serviços religiosos. Isto é um convite a concertos nas igrejas?", questionou.

Ana Gomes disse ainda que os hospitais das Forças Armadas não estão a ser mobilizados, lembrando que o Presidente da República é o Comandante Supremo das Formas Armadas.

"O Presidente da República poe mobilizar os cidadãos, dando confiança. Não há vida se não vencermos a pandemia. O papel do Presidente da República é mostrar que este esforço é necessário. Os portugueses sempre foram capazes", sublinhou.

Ana Gomes apontou caminho da requisição civil, e garantiu que "não banalizaria o estado de emergência": "o trânsito na cidade de Lisboa mostra que muita gente ainda não percebeu a gravidade da situação", disse.

"Este não é o tempo para querelas ideológicas sobre o papel dos privados, que não estão a responder aos apelos do Governo para doentes com Covid-19. O Governo tem de decretar a requisição civil", defendeu Ana Gomes.

Também Marisa Matias lembrou que a situação pandémica "é dramática", e sublinhou que são necessárias medidas suplementares, como a "requisição de todos os meios". A candidata a Presidente da República defende a requisição civil na saúde: "Precisamos de mobilizar todos, mesmo", apelou.

"O que está a falhar com a pandemia em Portugal?"

João Ferreira notou que "o povo não está em casa", muitos continuam a trabalhar para assegurar que o país continua a funcionar, num confinamento diferente ao que ocorreu em março.

O candidato do PCP defende que é preciso mais "meios de proteção da saúde" no local de trabalho e nos equipamentos de utilização pública, reforçar as equipas de rastreio encarregues de detetar as cadeias de contágio e reforçar a resposta das unidades de saúde.

Quanto à campanha, limitada pela pandemia, Vitorino Silva lembrou a mensagem que recebeu há dias das autoridades a pedir para que ficasse em casa. O candidato de Rans lembra que está a fazer campanha de casa, "que os políticos devem descer à terra" e estar "onde está o povo". Ou seja, em casa.

"Não devia haver campanha na rua", defende Vitorino para quem "não vale tudo". "Os políticos não devem ter mordomias que o povo não tem", concluiu.

O debate das rádios, o último antes das eleições presidenciais, fez-se com seis candidatos à mesa. Organizado em conjunto pela TSF, Antena 1 e Renascença.

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