Congresso de pé para aplaudir Moedas. "Estamos ou não prontos" para ganhar?

Carlos Moedas lembrou à audiência do Congresso Nacional do PSD que em Lisboa a vitória só foi possível porque o partido estava unido. "A partir deste Congresso, somos todos importantes, somos todos PSD", disse, arrancando aplausos de toda a audiência.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, pediu este sábado ao PSD que vá para as legislativas unido e com um "inconformismo moderado", sem extremistas, e disse a Rui Rio que "não está sozinho".

Carlos Moedas discursou neste sábado perante o 39.º Congresso do PSD e recebeu a primeira grande ovação da sala do Europarque, que finalmente quase encheu ao fim de um dia de trabalhos.

O autarca disse estar a "prestar contas", agradecendo o que todos os elementos do partido se tenham unido para tornar real a vitória em Lisboa, "numa situação que poucos achavam que fosse possível". O autarca lembrou os cargos que já teve ao longo de dez anos, destacando ter sido "secretário de Estado de Pedro Passos Coelho, que orgulho" e o trabalho enquanto comissário europeu. Foram "dez anos que passaram a correr".

"Derrotámos o PS duas vezes em dez anos, trouxemos esperança. Obrigado, PSD, obrigado por tudo o que me deram. Nunca esquecerei. É um enorme orgulho."

Carlos Moedas quer Portugal a navegar "na mudança e não no imobilismo que o PS quer impor", e retira duas lições da vitória em Lisboa: "Nós só ganhámos Lisboa porque estávamos unidos como partido. Só ganhámos porque respondemos concretamente às pessoas com um inconformismo que é tão nosso, que é moderado e do tamanho do mundo."

O autarca salienta a importância de gerar confiança, e essa confiança nasce da união, argumenta. Moedas agradece a Rui Rio pela confiança, mas não esquece o seu opositor: "Também devo a Paulo Rangel ter estado comigo. Obrigado Paulo Rangel pela tua amizade de tantos anos."

"A partir deste Congresso, somos todos importantes, somos todos PSD", disse, arrancando aplausos de toda a audiência.

Uma das prioridades que Moedas estabelece é a de reduzir os impostos, que "estão a asfixiar a economia e as pessoas", e frisa a importância de "não ser arrogante, não ser sobranceiro na liderança", para conquistar as pessoas com um "PSD dos novos tempos, um PSD que as pessoas anseiam".

As palavras do antigo comissário europeu mereceram aplausos fervorosos no recinto.

"As pessoas estão desiludidas com aqueles que querem o poder pelo poder. Só votarão em nós se estivermos unidos. Porque só unidos geramos confiança", defendeu, agradecendo quer a Rui Rio a confiança que sempre teve em si, quer a Paulo Rangel por "tudo o que fez" por si desde a primeira hora.

Este agradecimento aos dois protagonistas das últimas diretas mereceu dos primeiros gritos "PSD, PSD" que se ouviram desde o arranque da reunião, na sexta-feira à noite.

No entanto, o antigo secretário de Estado de Passos Coelho - outro nome que mereceu muitos aplausos do Congresso - avisou que "a união não é suficiente".

"Temos que ser concretos e inconformados contra um poder que anestesia o país. Ser um inconformista moderado é vencer sem alianças com os extremos", disse, num recado implícito sobre a recusa entendimentos eleitorais com o Chega, que excluiu da coligação "Novos Tempos" que venceu as autárquicas.

Moedas apelou ao partido que corra o risco "de querer mudar" e citou Rui Rio, que já disse que sozinho é impossível fazer reformas".

"E tem toda a razão. Mas Rui Rio, quero aqui dizer-lhe, alto e bom som, que não está sozinho. Tem um partido inteiro atrás de si. Tem um país ávido de mudança consigo", afirmou.

Moedas disse que, com Rio, estão também "os quase três milhões de votos do professor Cavaco Silva, em 1991" e "os mais de dois milhões de votos de Pedro Passos Coelho, em 2011", bem como "os dois milhões e meio de votos do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, este ano".

"Estamos prontos ou não estamos prontos? Assim como mudamos Lisboa vamos mudar o país", apelou, recebendo nova ovação de pé do Congresso.

ACOMPANHE NA TSF O 39.º CONGRESSO DO PSD

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