Congresso do PSD? "Regresso ao passismo" num partido sem "unidade" e a falta de "um programa alternativo"

No programa da TSF e CNN Portugal "O Princípio da Incerteza", Pacheco Pereira afirma que não há "uma grande unidade" no PSD e que há "imensos candidatos ao lugar de Montenegro". Alexandra Leitão considera que "não há renovação nenhuma" no partido. No mesmo plano, "olhando com muita esperança", Lobo Xavier não viu "nada" que o "exaltasse".

Não foi um PSD unido o que saiu do Congresso do último fim de semana, sustenta Pacheco Pereira. No programa da TSF e CNN Portugal "O Princípio da Incerteza", o comentador lembrou que há muita gente a querer o lugar de Luís Montenegro.

"Se neste, apesar de tudo alguns números são maiores do que nos congressos anteriores, é apenas até por uma situação de cansaço e desespero do que propriamente por uma grande unidade, porque dentro do PSD há imensos candidatos ao lugar de Montenegro e, infelizmente, nenhum por razões ideológicas, essa é que é a questão. Quase todas por razões de território, de controlo e de carreira", considera Pacheco Pereira, sublinhando que "o facto de eles irem para lá todos já aconteceu mesmo até com Rui Rio".

"Não se esqueça que Rui Rio no primeiro Conselho Nacional meteu quase mais de metade da lista de Santana Lopes no Conselho Nacional e depois arrependeu-se, não tinha maioria no Conselho Nacional. O melhor exemplo de que não há unidade é que, em condições normais, alguém que tivesse ideias e propostas diferentes tinha a coragem de as dizer ali, mas ninguém faz nada disso e na realidade há um regresso simbólico ao passado", acrescenta.

Um regresso ao passado que, para Alexandra Leitão, antiga ministra de António Costa para a Modernização do Estado, é também o regresso dos rostos da liderança de Passos Coelho.

"Não há renovação nenhuma, os nomes que encontramos nos órgãos que foram eleitos são nomes vindos do passismo, quase todos eles, não há aqui nenhuma abertura face ao passismo e a personalidades que tiveram um papel muito importante nessa fase, num fase difícil e que também vai fazer com que seja difícil a Montenegro descolar de algumas medidas", afirma, frisando: "Há poucas mulheres nos órgãos diretivos de Montenegro."

Também Lobo Xavier afirma que Montenegro ainda tem muito para mostrar.

"Montenegro é, obviamente, um político com capacidades de perceber as necessidades e fragilidades de comunicação de uma mensagem clara e é um político habilidoso e com experiência parlamentar. Não ficou à vista no seu discurso longo um programa alternativo, não sei se o Congresso serviria para isso, mas olhando com muita esperança para o PSD, não vi nada que propriamente me exaltasse", assinala.

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