Conselho Nacional do CDS ameaça futuro da direção de Rodrigues dos Santos

Reunião há muito aguardada pelos críticos realiza-se este sábado por via digital. Com a direção do partido muito fragilizada, há quem acredite em mudanças profundas e peça mais eficácia na gestão política dos desafios de 2021. Em análise estará a situação política do partido, o acordo para o governo dos Açores e o apoio do partido nas presidenciais.

Onze meses depois da realização do congresso que escolheu Francisco Rodrigues dos Santos para a liderança do CDS-PP, o partido realiza este sábado o segundo Conselho Nacional da atual direção, que promete ser quente. Com inúmeras críticas à atuação da direção centrista, quer de âmbito nacional, quer em relação ao acordo para o governo dos Açores, mais de duzentos conselheiros decidem também este sábado qual a posição do partido em relação às eleições presidenciais.

À TSF, o deputado João Gonçalves Pereira admite que há no CDS quem já não acredite no futuro do partido, mas defende que, apesar da situação difícil em que se encontra, o partido tem pessoas de valor que podem ajudar a reabilitá-lo.

"O Conselho Nacional é o órgão máximo do partido entre congressos e este vai servir, evidentemente, para avaliar aquilo que é a estabilidade do rumo desta direção e, portanto, vamos aguardar. Será um Conselho Nacional muito importante para fazer um balanço. É preciso ouvir o partido, diferentes sensibilidades, opiniões, perceber o que está a correr bem e, principalmente, o que está a correr menos bem", explicou João Gonçalves Pereira.

Questionado sobre as autárquicas, o líder da distrital de Lisboa e também vereador do CDS na Câmara da capital, João Gonçalves Pereira, considera que o partido já devia ter decidido sobre os candidatos a algumas autarquias e acusa a direção centrista de estar dependente do calendário do líder do PSD, Rui Rio.

"O calendário do CDS no plano autárquico não pode ficar dependente daquilo que é o calendário do PSD e do Rui Rio, o CDS tem vida própria", afirmou o deputado.

Já em relação às presidenciais e a um eventual apoio à candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, João Gonçalves Pereira diz que a decisão já devia ter sido há muito tomada.

"O partido já devia ter feito essa discussão há alguns meses, não o fez. Sinto-me completamente tranquilo na votação e no apoio à recandidatura do professor Marcelo Rebelo de Sousa. Estou particularmente à vontade para votar em voto secreto ou anunciando o meu sentido de voto, até porque já o fiz publicamente", acrescentou João Gonçalves Pereira.

O Conselho Nacional do CDS-PP realiza-se este sábado, digitalmente, por causa da pandemia e com o presidente do partido em isolamento profilático.

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