Conselho Nacional do CDS esta noite por videoconferência. Conselheiros falam em "farsa"

O Conselho Nacional do CDS reúne-se esta noite por videoconferência. O partido vai definir as linhas do programa eleitoral que vai apresentar às legislativas de janeiro. É um Conselho Nacional sem os críticos de Francisco Rodrigues dos Santos. Os conselheiros contactados pela TSF falam em "ilegalidade" e "farsa". Depois do apelo ao boicote por parte de Nuno Melo, há quem espere que o líder do CDS fique "a falar sozinho".

Arrisca-se a ser um Conselho Nacional muito diferente dos realizados no último ano e meio, que culminaram em reuniões quentes, longas e de facas afiadas. Depois do apelo ao boicote por parte de Nuno Melo, na sequência do imbróglio jurídico gerado pelo pedido de impugnação do encontro que decidiu o adiamento do Congresso do partido, perto de duas dezenas de conselheiros garantem à TSF que vão faltar à chamada de Francisco Rodrigues dos Santos. É o caso dos deputados Telmo Correia, Cecília Meireles e João Almeida, mas também de antigos dirigentes como Nuno Magalhães e o vereador da Câmara de Lisboa e presidente daquela concelhia, Diogo Moura.

"Ilegal" e "farsa" são dois dos termos que escolhem para qualificar o encontro desta sexta-feira à noite, sem esconder a tristeza e até vergonha pela situação em que se encontra o partido.

A reunião convocada de urgência pelo presidente da mesa do Conselho Nacional visa discutir uma eventual coligação com o PSD no círculo eleitoral da Madeira, as linhas programáticas do CDS a apresentar nas eleições legislativas e a aprovação dos critérios de escolha dos candidatos, temas que a direção de Francisco Rodrigues dos Santos quer fechar o mais cedo possível, ainda que por conhecer fique o desfecho do processo que está entregue à jurisdição do partido.

À TSF, Alberto Coelho, presidente do Conselho de Jurisdição, diz que está a aguardar o cumprimento do prazo dado à secretaria-geral para os devidos esclarecimentos sobre as alegadas incompatibilidades de três membros do organismo, e confessa que também ele não vai participar na reunião de mais logo, mas, neste caso, por compromissos profissionais.

Composto por três centenas de conselheiros, a reunião deveria contar com a presença da maioria, mas os estatutos não impedem que se realize, desde que comece meia hora mais tarde.

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