Continuidade no PSD? "Fez-se um grande silêncio entre os críticos"

No dia em que se reúne com a comissão política do PSD, o vice-presidente, David Justino, disse à TSF que Rui Rio "não é um desistente" e que não acredita numa saída de cena.

David Justino acredita que nos próximos dias será definido o futuro do PSD, salientou no programa Almoços Grátis da TSF. O vice-presidente do PSD vincou mesmo que Rui Rio não é um desistente, e que não acredita que o dirigente não sairá de cena.

Para o presidente do PS, no entanto, David Justino deveria estar "a lamber as feridas", já que "a direita está num clima de desentendimento". David Justino constata que "entretanto se fez um grande silêncio entre os críticos, na expectativa do que fará Rui Rio".

O vice-presidente do PSD não quer que Rio se retire da liderança do PSD e defende ainda que se respeitem "os calendários, regras e estatutos para que o partido seja credível". E, revistos os calendários, o social-democrata acrescenta que está previsto um congresso para fevereiro e que "novembro e dezembro ficarão dominados pelo orçamento".

"Não vamos adiar nem antecipar, vamos respeitar", insta David Justino, que aproveita para sublinhar a resiliência de Rio: "Rui Rio nunca interrompeu um mandato, não é um desistente, não encosta ao lado à primeira dificuldade."

Não vai levar muito mais tempo a tomar uma decisão, realça, e "hoje mesmo ouvirá a comissão política nacional". "Depois poderá tomar uma decisão", afiança David Justino, que considera não haver "razões para alterar a estratégia a médio e longo prazo (e não tática) do PSD".

"Eu estou sereno e a aguardar a decisão, esperando que seja a de reconduzir a liderança", vinca. Rui Rio "não precisa da política, ele tem atividade própria, tem um desprendimento elevado em relação à carreira política". Rui Rio não precisa disso, e, por isso, de acordo com o vice-presidente do partido, "pode tomar decisões mais claras".

Carlos César, por seu lado, critica a "reflexão prolongada do líder do PSD", já que Rio "já terá uma decisão tomada desde 6 de outubro", depois de ter ponderado todos os prognósticos possíveis.

Rio encontra-se, segundo o socialista, "ao décimo primeiro dia, em silêncio, porque internamente isso lhe dará mais vantagens". Numa última reflexão, Carlos César questiona ainda que PSD servirá o país, sobretudo no quadro parlamentar, e aponta que seria "penoso para o PSD se se transformasse apenas numa fonte de emissão de ruído no país". No entanto, o PS não precisa do PSD, salvo raras exceções, faz questão de salientar o presidente do Partido Socialista, porque "o diálogo preferencial está definido".

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