Costa garante SMN nos 750 euros em 2023. Negociação com Bruxelas para redução do IVA "não está a ser fácil"

O secretário-geral do PS recusa entrar numa "espiral inflacionista" pelo aumento dos preços.

António Costa garante que o Governo vai concentrar-se, no imediato, no controlo do aumento dos preços da energia, devido à guerra na Ucrânia, mas não vai desviar-se do caminho de "aumento dos rendimentos das famílias". Na comissão política nacional do PS, vestido como secretário-geral do partido, Costa garantiu que, no próximo ano, o salário mínimo vai aumentar para 750 euros, cumprindo os planos do Governo

"Nós fixamos uma meta, de atingir em 2023 os 750 euros. Na altura, disseram que éramos irrealistas, mas fomos avançando passo a passo. Estamos nos 705 euros, e no próximo ano avançaremos para os 750 euros", garante.

Sobre os preços dos combustíveis, António Costa admite que as negociações com Bruxelas "não estão a ser fáceis", depois de o Governo ter proposto a redução do IVA para os 13 por cento. No Parlamento, o primeiro-ministro anunciou a redução do ISP até que Bruxelas não aceite a proposta, e perante os socialistas defendeu a medida.

"Esta redução significaria, aos preços de ontem, 52 por cento do aumento do gasóleo desde outubro, e a 74 por cento da gasolina. Não é cem por cento, não, mas é um esforço enorme", atira, respondendo às críticas de Rui Rio, que afirma que o Estado "vai continuar a lucrar".

O líder socialista defende ainda que o Governo tem "conseguido mitigar os efeitos da crise", sublinhando as medidas aprovadas em conselho de ministros, na sexta-feira à noite.

Quanto ao aumento do preço da energia, o primeiro-ministro explica que a proposta portuguesa "é fazer com que sejam as empresas a pagar o custo" pelo aumento do preço da eletricidade. "Fazer com que os lucros inesperados sejam financiados pelas empresas, sem ajudas de Estado e sem custos para os clientes", acrescenta.

O secretário-geral socialista começou por referir que o programa do Governo "é para toda a legislatura". Ainda assim, o primeiro-ministro lembra que "a política não é um caminho linear e há imprevistos que surgem no caminho, com linhas retas cruzadas por linhas curvas", mas o programa eleitoral "não foi feito para os primeiros seis meses ou um ano".

O também primeiro-ministro, que se apresenta aos socialistas no fato de líder do partido, está em plenitude de funções governativas, mais de dois meses depois das eleições legislativas que deram a maioria absoluta ao PS.

Na reunião do órgão máximo entre congressos, será ainda eleito o novo secretário-geral adjunto do partido, que sucede a José Luís Carneiro. O antigo secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor e antigo líder da JS, João Torres, é o nome que se segue.

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